Indústria japonesa critica plano de redução de CO2 do governo

Corte da emissão é o mais ambicioso de todos os países industrializados, acima dos objetivos dos EUA e da UE

EFE,

08 de setembro de 2009 | 11h30

Empresários e políticos criticaram nesta terça-feira, 8, o plano de redução das emissões de gases que causam o efeito estufa do primeiro-ministro eleito, Yukio Hatoyama, porque pode prejudicar à indústria do país.

 

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Uma das primeiras vozes críticas da indústria japonesa ao plano proposto nesta última segunda-feira, 7, por Hatoyama foi a do presidente de Honda, Takanobu Ito, que disse nesta terça-feira, 8, que, para a indústria do automóvel, será "extremamente duro" alcançar o objetivo de redução de 25% frente aos níveis de 1990 para o ano 2020.

 

Esse corte é o mais ambicioso de todos os países industrializados, acima dos objetivos dos EUA e a União Europeia (UE) e superior à proposta do primeiro-ministro em fim de mandato Taro Aso, a favor de um corte de 8% frente aos níveis de 1990. "O objetivo (de Hatoyama) excede em muito o bom senso de nosso plano de negócio", asseverou Ito.

 

O presidente da Associação Japonesa de Fabricantes de Automóveis, Sato Aoki, se uniu a Ito e pediu à Partida Democrático (PD) de Yukio Hatoyama que aclare com que fontes de financiamento se vai a respaldar o plano. Aoki, membro também da cúpula direção de Honda, se mostrou preocupado pelo impacto do plano na atividade econômica e o emprego no Japão.

 

Anteriormente, a principal patronal do Japão, o Nippon Keidanren, tinha dito que se opõe a qualquer plano de corte de emissões de gases do efeito estufa superior ao 6% com base nos níveis de 1990 e assegurou que o mais razoável seria 4%.

 

Por sua parte, o atual ministro da Economia, Indústria e Comércio, Toshihiro Nikai, pediu diálogo com os empresários para evitar criar confusão e considerou esse objetivo é muito difícil de alcançar.

O atual Governo do Partido Liberal-Democrata (PLD), derrotado das eleições de 30 de agosto, assegura que o objetivo de emissões de Hatoyama custará a cada japonês 360.000 ienes (2.707 euros, US$3.892) anuais e altas dos preços da energia. EFE

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