Indústria manterá empregos em troca do IPI, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou na noite da sexta-feira que a contrapartida à prorrogação do IPI para o setor de linha branca e móveis será a manutenção do emprego pela indústria e elevação do quadro de trabalhadores. "Os setores aqui presentes estão se comprometendo a repassar para o consumidor a redução do IPI, manter o índice de nacionalização e emprego", disse o ministro.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS E BIANCA RIBEIRO, Agencia Estado

29 de junho de 2012 | 19h02

De acordo com Mantega, no caso do varejo, os empresários estão com dificuldades para encontrar trabalhadores no mercado. "Para eles, não é bom, mas para mim é uma boa notícia." O setor industrial também se comprometeu a manter o nível de emprego.

Mantega, que esteve reunido durante horas nesta tarde com empresários dos setores de linha branca, móveis e varejo, avaliou que as medidas adotadas até agora foram bem-sucedidas por terem ampliado as vendas e ajudado a expandir o emprego. "Por isso resolvemos prorrogar a redução do IPI."

Projeção do PIB

Para Mantega, com as ações do governo envolvendo redução de taxas de juros e de spreads bancários, bem como o aumento do crédito e a redução de tributos, o Produto Interno Bruto (PIB) terá condições de crescer neste ano "mais do que o do ano passado (2,7%)". A última previsão de Mantega, feita ainda em junho, apontava para um PIB de 3,5% em 2012.

Segundo ele, no segundo semestre, o ritmo de crescimento da economia será de 3,5% a 4%. Questionado se a projeção não estaria sendo otimista, tendo em vista que o próprio Banco Central (BC) reduziu sua estimativa de PIB para 2,5% em 2012, em relatório de inflação divulgado na véspera, Mantega disse que não se tratar de "otimismo". "É realismo", reforçou.

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