Indústria mostra sinais de reaquecimento

A indústria mostra sinais de reaquecimento em sua atividade no segundo trimestre deste ano. A avaliação é da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou nesta quarta-feira a prévia da 160º Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação. Nesse levantamento parcial, a instituição ouviu 513 empresas, entre os dias 29 de junho a 10 de julho deste ano. De acordo com a FGV, ao serem questionadas sobre o cenário atual, o conjunto das respostas dos industriais mostrou um cenário favorável. Subiu de 8% para 12% a parcela dos entrevistados que classificam a demanda como forte, na passagem da pesquisa realizada para o segundo trimestre de 2005 ante à anunciada nesta quarta. No mesmo período de comparação, caiu de 29% para 24% o porcentual de pesquisados que classificavam o nível como fraco. Ainda no mesmo período de comparação, subiu de 1% para 2% a parcela dos pesquisados que consideram o nível de estoques como insuficiente. Além disso, caiu de 16% para 13% os entrevistados que classificavam como excessivo o nível de estoques atual, no mesmo período de comparação. Quando questionados sobre a situação atual dos negócios, porém, a parcela dos que classificam como "bom" o cenário presente passou de 19% para 16%, do segundo trimestre de 2005 para igual período em 2006. Mas em compensação, caiu de 33% para 27% os que a consideram fraca. Os resultados completos da sondagem serão anunciados no dia 31 de julho. Próximos meses Ainda, segundo a FGV, as previsões dos empresários industriais para os próximos meses estão mais otimistas no segundo trimestre deste ano, em comparação com as estimativas apuradas em igual período no ano passado, e até mesmo com as do primeiro trimestre deste ano. Caiu de 46% para 43% a parcela dos pesquisados que apostam em demanda maior para os próximos três meses - na passagem do segundo trimestre de 2005 para igual período este ano. Porém, no mesmo período de comparação, caiu de 17% para 13% o porcentual de entrevistados que estimam demanda menor. A FGV informou ainda que caiu de 54% para 50% a parcela dos que esperam aumento na produção nos próximos três meses. Ao mesmo passo, diminuiu de 16% para 14% o porcentual dos pesquisados que estimam menor patamar de produção, nos próximos três meses. Em relação ao do nível de emprego, passou de 29% para 25% a parcela dos entrevistados que esperam melhora; enquanto diminuiu de 14% para 8% os que esperam piora.Longo prazo A FGV informou ainda que, nas previsões a longo prazo, subiu de 53% para 54% a parcela dos pesquisados que prevêem melhora nos negócios, nos próximos seis meses. Ao mesmo passo, caiu de 13% para 11% os que estimam piora. A pergunta de previsões a longo prazo é a única que utiliza como comparação a prévia da sondagem imediatamente anterior, referente aos primeiros três meses de 2006. Todos os outros resultados da pesquisa, referente ao segundo trimestre deste ano, são comparados com igual período no ano passado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.