Indústria nos EUA se junta a cenário de crise

O setor industrial dos Estados Unidosrecebeu mais notícias amargas nesta segunda-feira, com o índicemanufatureiro de Nova York caindo para uma nova mínima em marçodepois que a produção nacional despencou em fevereiro. O índice "Empire State" do Fed de Nova York sobre ascondições empresariais recuou para -22,23 em março --leituramais baixa desde que o indicador foi lançado, em julho de2001-- após ter registrado menos 11,72 em fevereiro. Um outro relatório mostrou que a produção industrial caiu0,5 por cento em fevereiro --maior queda mensal desde outubro--depois de ter subido 0,1 por cento em janeiro. Os dados tambémrevelaram que as minas, fábricas e empresas de serviçospúblicos operaram no ritmo mais lento em mais de dois anos. Os números deram suporte à idéia de que os Estados Unidosjá estão em recessão, ainda que não se saiba sua profundidade. "Olhe, todas as estatísticas econômicas estão desabando.Esse é simplesmente um sinal de quão profunda será essarecessão", disse Brian Fabri, economista-chefe para os EstadosUnidos do BNP Paribas, em Nova York. O relatório Empire State mostrou, além disso, problemas nocenário da inflação. O componente de preços pagos subiu emmarço de 47,37 para 50,56. Mas o relatório sobre a produção industrial sugeriu que adesaceleração da atividade pode mitigar parte da preocupaçãocom as pressões sobre os preços. A utilização da capacidadeinstalada, medida da ocupação das indústrias, caiu de 81,5 para80,9 por cento em fevereiro. É a menor taxa desde novembro de 2005, e está bem abaixo daprevisão de economistas --81,3 por cento. FIO DE ESPERANÇA? Para aqueles que procuravam por uma luz no fim do túnel,dados sugeriram que a desaceleração da economia e a queda dodólar podem ajudar a consertar anos de estragos na balançacomercial dos Estados Unidos. O déficit em transações correntes do país diminuiuinesperadamente no quarto trimestre, para 172,9 bilhões dedólares, depois de ter registrado, de acordo com dadosrevisados, 177,4 bilhões de dólares no trimestre anterior,segundo o Departamento de Comércio. Analistas esperavam que o déficit em transações correntesaumentasse para 184,1 bilhões de dólares, de acordo compesquisa da Reuters. O déficit do quarto trimestre foi igual a4,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), contra 5,1 porcento no terceiro trimestre. O dado de transações correntes é a medida mais completa docomércio dos Estados Unidos com o restante do mundo, e incluiprodutos, serviços e fluxos de capital. No entanto, a entrada líquida de capital para os EstadosUnidos se reduziu fortemente para 37,4 bilhões de dólares emjaneiro, após ter ficado em 72,7 bilhões de dólares emdezembro, segundo o Tesouro. As entradas de janeiro não foram suficientes para cobrir odéficit comercial do mês, de 58,20 bilhões de dólares.Economistas dizem que isso é necessário para dar suporte aodólar no longo prazo.

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