Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Indústria opera em nível próximo ao de janeiro de 2007

Apesar da nona queda consecutiva, produção industrial revela desaceleração na retração da atividade

ADRIANA CHIARINI E CLARICE SPITZ, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 12h00

A produção industrial de todas as categorias de usos continuaram com sinais negativos em julho, segundo dados do IBGE. No entanto, a gerente de Análise e Estatísticas Derivadas da Coordenação de Indústria do IBGE, Isabella Nunes, observou que a queda de 9,9% da indústria em geral no mês passado em relação a igual mês de 2008 é a nona consecutiva na comparação em base anual, mas mostra redução do ritmo de queda em relação aos resultados de junho (-10,9%), maio (-11,2%) e abril (-14,8%).

De acordo com Isabella, com o resultado de julho, a indústria opera em patamar semelhante ao de janeiro de 2007, o que significa melhora, pois em junho deste ano, o patamar ainda estava semelhante ao de meados de 2006. Em julho, em comparação com o mesmo mês do ano passado, os bens de consumo duráveis tiveram queda de 6,7%, os bens semi e não duráveis caíram 3,2%; os bens intermediários tiveram desempenho negativo em 11,6% e a produção de bens de capital variou 23,9%.

No acumulado de 2009 até julho em relação a igual período de 2008, as taxas foram de: bens de consumo duráveis (-17,3%), bens de consumo semi e não duráveis (-3,1%), bens intermediários (-15,1%) e bens de capital (-23,1%). No acumulado em 12 meses até o mês passado, por sua vez, os bens de consumo duráveis caíram 13,5%, os semi e não duráveis tiveram queda de 1,6%; os bens intermediários variaram -10,4% e os bens de capital mostraram redução de 10,1%.

A produção industrial em julho deste ano cresceu 12% em relação a dezembro do ano passado, de acordo com o IBGE. "O resultado de julho é bom, mostra aumento de ritmo da produção apoiada na massa salarial e no emprego, mas precisamos ter a perspectiva histórica de que houve uma queda de 20,2% na produção industrial entre setembro e dezembro, por causa da crise global, e que não foi superada. A produção em julho ainda é 10,6% menor que em setembro", disse Isabella Nunes.

Segundo a pesquisa, sete dos 27 setores já mostraram alta em julho em relação a setembro, mês em que a indústria brasileira bateu recorde de produção e foi também o de agravamento da crise financeira mundial. Os setores que mostram expansão em relação a setembro correspondem à 20% do total da indústria.

Contudo, Isabella Nunes observou que a evolução das exportações e o desempenho da categoria de bens de capital afetam negativamente a produção industrial. "O baixo dinamismo das exportações é a pressão mais negativa sobre a produção industrial", afirmou. Sobre bens de capital, ela afirmou que "se trata de um segmento com prazo de maturação maior e que se sabe que o nível de capacidade ainda está abaixo da média".

Tudo o que sabemos sobre:
indústriaIBGE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.