Indústria paulista avança, ainda que em ritmo lento

O que chama particularmente a atenção é o avanço do total de vendas reais, que subiu 2,4%

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 03h00

Embora esteja ainda longe de revelar uma tendência firme de retomada, o Indicador do Nível de Atividade (INA), calculado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, avançou 0,6% em maio em relação a abril, na série com ajuste sazonal – o dobro da evolução porcentual de abril em relação a março. Esse resultado mostra que as atividades no setor ainda não foram afetadas pelos acontecimentos no cenário político.

O que chama particularmente a atenção é o avanço do total de vendas reais, que subiu 2,4%. Também houve leve aumento no número de horas trabalhadas na produção (0,2%), enquanto o Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou estável. Na série com ajuste sazonal, três setores se destacaram: bebidas (mais 0,3%), artigos de borracha e plástico (2%) e móveis (3,5%).

Na série sem ajuste, a elevação, mesmo tendo sido robusta em maio (10,4%), não chega a compensar as quedas ao longo dos primeiros cinco meses, quando se registrou retração de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entretanto, a se manter o bom desempenho registrado em maio, não seria irrealista esperar que, dentro de algum tempo, também o acumulado no ano passe a registrar resultado positivo, consolidando a recuperação.

A indústria paulista, porém, mostra-se menos confiante do que há um mês. A pesquisa Sensor Fiesp, instituída pelo Depecon para colher informações por amostragem sobre o ritmo da atividade da indústria de transformação no mês em que é realizada, mostrou em junho recuo de 1 ponto, para 50,9 pontos. Ainda que o resultado tenha ficado acima de 50 pontos, o que significa estimativa de expansão, os indícios são de que a atividade pode ter certo arrefecimento.

Entre os componentes da pesquisa Sensor, o que evidencia maior queda é o relativo ao emprego, que marcou 48,7 pontos em junho, em comparação com 51,5 pontos no mês anterior, havendo, portanto, expectativa de novas demissões. Por prudência, as empresas também preveem menores estoques, tendo o indicador específico caído para 48,4 pontos em junho, em comparação com 48,8 pontos em maio. Apesar de tudo, prevê-se que o componente vendas passe de 53,9 pontos em maio para 54,7 pontos em junho, o melhor resultado para o mês desde 2009, mostrando que a indústria crê na manutenção da demanda.

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