Indústria paulista cresce 3,1% em junho

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista, apurado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mostrou crescimento de 1,9% em junho em comparação a maio, na série sem ajuste sazonal. Considerando-se os efeitos da sazonalidade, o crescimento foi de 3,1%. Em relação a junho do ano passado, o INA avançou 8,2%, sem ajuste sazonal. De janeiro a junho, a alta foi de 8,8%. A Fiesp revisou a previsão do indicador para 2008 de 5,5% anunciados no mês passado para um intervalo de 6% a 6,5%. "A variação em junho é um número positivo, que nos alegra. No mês passado, com a queda do indicador, falávamos em estabilização", disse o diretor do Departamento de Economia da Fiesp, Paulo Francini. De acordo com o diretor, a expectativa era de que a estabilização seria mais rápida. Ele acrescentou que, nos próximos meses, o indicador sofrerá os efeitos da inflação, da valorização do câmbio e da continuidade da alta da taxa de juros. Francini destacou que os impactos de cada uma dessas varáveis tem velocidades distintas. "A relação entre causa e efeito não ocorrem ao mesmo tempo." Francini destacou que a inflação atinge mais rapidamente o consumo das camadas de renda mais baixas. Segundo a Fiesp, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 83,3% em junho, ante 82,6% em maio e 82,4% em junho do ano passado, considerando o ajuste sazonal. Sem o ajuste, o Nuci ficou em 83,7% em junho, mesmo nível de maio. Em junho de 2007, o Nuci sem ajuste era de 82,8%. O total de vendas reais da indústria em junho teve expansão de 8,4% na comparação com maio e de 12% em relação a junho do ano passado, na série sem ajuste sazonal. No acumulado no ano até junho, as vendas reais cresceram 6,6% ante igual período de 2007. Ainda de acordo com a Fiesp, as horas trabalhadas na produção aumentaram 1,7% em junho ante maio e 6,2% em relação a junho de 2007, sem levar em conta os efeitos da sazonalidade. No acumulado de janeiro a junho, o crescimento foi de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As horas médias trabalhadas aumentaram 1,4% em junho em relação a maio e 1,7% ante junho de 2007, sem ajuste sazonal. O total de salários reais (considerando-se o IPC-Fipe) cresceu 0,8% em relação maio e 6,8% ante igual período do ano passado. O total de salários nominais subiu 1,8% em junho ante maio, e 13% em relação a junho de 2007. O salário real médio, por sua vez, teve alta de 0,7% ante maio e de 2,3% na comparação com junho de 2007.

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