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Indústria paulista fecha 38,5 mil vagas de emprego em 2018

Movimento é um reflexo das 34,5 mil vagas que foram fechadas em dezembro; em 2017, outras 34 mil vagas foram encerradas

Caio Rinaldi, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 11h43

O mercado de trabalho da indústria paulista encolheu em 2018, conforme dados disponibilizados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ao longo do ano passado, o setor industrial de São Paulo encerrou 38,5 mil postos de trabalho, após ter fechado 34 mil vagas em 2017. O movimento refletiu principalmente o expressivo número de demissões em dezembro, quando 34,5 mil trabalhadores perderam o emprego.

O desempenho da economia brasileira no segundo semestre de 2018 foi citado pelo 2º vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz, como o fator determinante para o resultado negativo. "Fechamos dentro do previsto, nada diferente do que havíamos analisado ao longo do ano. Mas agora temos otimismo. A confiança do empresário aumentou muito", afirmou em nota.

"Possivelmente, em 2019 vamos ampliar em 10 mil os postos de trabalho na indústria paulista. Nas nossas previsões, o crescimento do PIB deve ser de 2,5%. A perspectiva do empresário é de confiança, de um ano melhor", estima o executivo.

Roriz argumenta que o setor precisa reduzir o nível de ociosidade das linhas de produção para atingir a expectativa de geração de vagas. "A ociosidade hoje é muito grande na indústria paulista, algo em torno de 30% a 35%. Assim que ela começar a ser reduzida, vai trazer junto a alta na geração do emprego. Em um primeiro momento, voltará ao funcionamento máquinas e equipamentos parados. Em seguida, as empresas vão desengavetar seus projetos e investimentos. O investimento virá bem forte, já que este é o motor do emprego", avaliou.

Setores

Em 2018, 15 dos 22 setores acompanhados pela Fiesp na pesquisa sofreram retração, enquanto os outros sete tiveram expansão no nível de emprego. No terreno positivo, os destaques foram produtos de minerais não-metálicos, com geração de 4.880 postos de trabalho, seguidos por veículos automotores, reboques e carrocerias (4.513) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (1.891).

O setor automotivo, afirmou Roriz, deverá contribuir fortemente para a redução da capacidade ociosa em 2019. "Esse é um setor importante, porque traz junto outros setores, como o de metal mecânico, borracha, plástico, que fazem parte da cadeia de suprimentos", explicou o executivo.

Já entre os setores que sofreram fechamento de vagas, destaque para produtos alimentícios (-14.625), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10.684) e couro e calçados (-6.460).

Regiões

De 36 diretorias regionais, foi verificada elevação no emprego em onze, com destaque para Mogi das Cruzes (5,02%), influenciada por produtos têxteis (10,80%) e produtos minerais não-metálicos (8,28%); Taubaté (2,67%), por veículos automotores e autopeças (8,54%) e produtos de borracha e plástico (13,32%); Araraquara (2,27%), por produtos de borracha e plástico (9,89%) e outros equipamentos de transportes (7,06%).

Já entre as 25 regionais com queda no emprego, os movimentos mais expressivos ocorreram em Jaú (-25,34%), por artefatos de couro e calçados (-70,66%) e produtos alimentícios (-5,50%); Santa Bárbara D'Oeste (-17,93%), por produtos de metal (-55,67%) e produtos têxteis (-12,56%); Americana (-13,86%), por produtos têxteis (-25,48%) e máquinas e equipamentos (-8,10%).

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