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Indústria perde participação em vaga formal em 10 anos

A indústria perdeu participação no emprego formal gerado no País entre 1995 e 2005, enquanto a fatia do comércio aumentou significativamente, segundo conclui o economista do BNDES, Antonio Marcos Ambrozio, na publicação Visão do Desenvolvimento, divulgada hoje pelo banco. No estudo, ele sublinha que, em 1995, havia, no total, 23,8 milhões de trabalhadores formalmente empregados no País e, em 2005, já eram 33,2 milhões, com um ingresso líquido de 9,4 milhões nesse período, com taxa de crescimento do emprego formal de 3,4% ao ano. A taxa de expansão é superior à variação média anual do Produto Interno Bruto (PIB) no mesmo período, de 2,4%.Ambrozio destacou que o aumento do emprego não ocorreu de forma uniforme no período analisado. Entre 1996 e 1999, o crescimento foi de 1,3% ao ano, com criação líquida de cerca de 300 mil empregos por ano. Entre 2000 e 2005, o aumento anual chegou a 4,9%, ou seja, mais de 1,37 milhão de empregos por ano.A diferença entre os períodos, de acordo com Ambrozio, é significativa em termos setoriais, especialmente no caso da indústria de transformação. Entre 1996 e 1999, houve no setor uma "destruição líquida" de 300 mil postos de trabalho, ou 50 mil por ano. Entre 2000 e 2005, porém, a situação mudou drasticamente, com a criação líquida de 1,5 milhão de postos na indústria, ou 300 mil a cada ano.A forte expansão apurada entre 2000 e 2005 não impediu que uma forte queda na participação da indústria de transformação no total do emprego gerado no País, de 20,8% em 1996 para 18,4% em 1999, tendo ficado em 18,5% em 2005. Por sua vez, o comércio elevou sua participação no emprego geral de 14,2% em 1995 para 18,1% em 2005.Movimento regionalAmbrozio destaca, ainda, o movimento regional que ocorreu no emprego industrial brasileiro. Enquanto em 1995 o Estado de São Paulo respondia por 42,6% do emprego gerado na indústria de transformação, em 2005 a fatia havia caído para 35,7%. No Rio de Janeiro, a participação caiu, respectivamente, de 7,9% para 5,5%.Segundo o estudo, a queda de participação dos dois Estados está relacionada ao deslocamento de empresas para outras regiões, como o Sul do País, cujos Estados elevaram a sua fatia no emprego formal do País no período analisado. Ambrozio mostra que o deslocamento "foi mais nítido" nos setores de vestuário, aparelhos elétricos, veículos, borracha, plástico e material eletrônico.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

03 de setembro de 2007 | 18h33

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