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Indústria petroleira vai precisar de US$ 5 bilhões

Segundo o BNDES, a indústria fornecedora de equipamentos para petróleo e gás no País ''está no limite da capacidade''

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2009 | 00h00

A indústria fornecedora de equipamentos para petróleo e gás no País "está no limite da capacidade" e necessitará de investimentos acima de US$ 5 bilhões de 2009 a 2011, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O diretor de Planejamento da instituição, João Carlos Ferraz, informou que essa projeção foi feita antes da revisão do plano de investimentos da Petrobrás e, portanto, deve ser redimensionada para um nível superior. "A necessidade de equipamentos é monumental", disse Ferraz em palestra no 21º Fórum Nacional, realizado na sede do BNDES. Segundo ele, será "tranquilo" para o banco financiar parte desses investimentos e o objetivo é que eles se antecipem à demanda por equipamentos, para reduzir os prazos entre os resultados das licitações e a entrega das encomendas. Segundo Ferraz, o desaquecimento do mercado global, com queda na demanda por equipamentos, "é uma grande oportunidade" para o Brasil, que terá mais poder de barganha nas negociações internacionais e para atrair investidores estrangeiros.No Brasil, segundo ele, os investimentos em petróleo e gás não foram afetados pela crise. O montante planejado pelo setor em agosto de 2008, de R$ 270 bilhões até 2012, se manteve inalterado mesmo na fase mais aguda da crise, em dezembro do ano passado. "Dado o cenário de baixo crescimento da economia, essa é uma ilha na qual deveríamos concentrar muita atenção como sustentáculo do crescimento."PETROBRÁS Ferraz disse que o banco é o principal financiador da Petrobrás, e "essa é uma decisão de Estado para sustentar os investimentos da empresa". Segundo ele, o contrato do financiamento de R$ 25 bilhões que o banco concederá à estatal será assinado até junho. "Não passará de maio ou junho. As negociações já terminaram, já estamos muito próximos da assinatura."Segundo Ferraz, as negociações entre o banco e a empresa estiveram concentradas em cláusulas de contrato. "As duas casas sabem defender seus interesses." Ele não quis adiantar quais serão as condições em que será definido o financiamento, mas admitiu que uma das possibilidades é que o empréstimo seja feito por meio de títulos. Ainda de acordo com Ferraz, "o que estamos acertando é que os recursos vão financiar os investimentos correntes da Petrobrás, em 2009".De acordo com ele, os alvos prioritários do banco na área de petróleo e gás são, entre outros, a ampliação e modernização do parque de refino, a expansão da infraestrutura de transporte e distribuição e a expansão da indústria naval.

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