Indústria pode ter meta de racionamento reduzida

O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse que o governo poderá reduzir o racionamento de energia para a indústria a partir de fevereiro, repassando para esse setor a sobra de energia, em relação às metas, que está sendo deixada pelos setores residencial e comercial. Ele lembrou que o governo ampliou a energia disponível na região Sudeste de 20.165 megawatts para 23.500 megawatts. Mas o consumo está em torno de 21.500 megawatts, cerca de 13% abaixo do limite. Jorge disse que se até o fim de janeiro essa tendência for mantida, a meta de economia deverá ser reduzida não somente para a indústria mas também para a iluminação pública. O presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), Pedro Parente, descartou, no entanto, qualquer possibilidade de redução da meta de economia para os setores residencial e comercial até o final de fevereiro. José Jorge disse ainda que, na reunião de amanhã da GCE, será discutida a reestruturação do seu Ministério. Entre outras atribuições, o Ministério ficará responsável pela política de gás e petróleo e pelo planejamento do setor de energia elétrica, que era da Eletrobrás. A pasta também terá uma estrutura própria para acompanhar as questões ambientais, que vêm atrasando o cronograma de instalação de usinas hidrelétricas e termoelétricas. Ele disse, no entanto, que esse "é um trabalho de corpo-a-corpo" e que não há como adotar uma medida geral que reduza a resistência de órgãos ambientais aos projetos. Jorge e Parente estavam presentes à cerimônia de posse do presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho Filho.

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