Indústria quer acordo entre Japão e Mercosul

Um dos principais pontos tratados na conferência em Belo Horizonte foi um eventual acordo de parceria econômica entre o Japão e o Mercosul.

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2013 | 02h13

A partir das discussões, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ficaram encarregadas de trabalhar com a organização empresarial japonesa para analisar o tema no ano que vem e, em 2015, apresentar uma proposta ao novo governo.

"Os japoneses têm uma espécie de um roteiro para conduzir o fechamento de um acordo deste tipo, o Economic Partnership Agreement, EPA, que implica fases preliminares em estudos feitos pelos setores privados dos dois países envolvidos", diz Thomaz Zanotto, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp.

Ele explica que o acordo que o Japão propõe é ambicioso, pois abrange não apenas tarifas, mas transparência das regulações domésticas e barreiras não tarifárias, nas quais são bem criteriosos. O país, maior importador de carne suína do mundo, só autorizou a importação de carne suína brasileira, de Santa Catarina, em setembro, após sete anos de negociação. "É um estudo que tem de ser feito dos dois lados, para analisar as áreas ofensivas e quais setores de cada país podem fazer restrições", diz.

"Hoje temos muitos problemas com o Japão na área de agricultura, como as frutas. A grande vantagem de um acordo é discutir a quebra das barreiras não tarifárias", afirma Abijaodi, da CNI. "Isso depende de o Brasil se posicionar firmemente perante o Mercosul." / A.C.P.

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