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Indústria sente falta de mão de obra qualificada

Segmentos de bebidas e construção temem pela qualidade da mão de obra atual

Suzana Inhesta e Gustavo Porto, de O Estado de S. Paulo,

23 de setembro de 2013 | 06h00

SÃO PAULO - Representantes dos segmentos de bebidas e construção se mostraram preocupados com a atual qualificação de mão de obra, durante o evento Fóruns Estadão Regiões - Nordeste, na quinta-feira. "Acho que é consenso que o entrave para o crescimento do País é a educação. Estamos ficando para trás nesse campo, o que é motivo de preocupação para o futuro do Brasil", disse o vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Milton Seligman.

Segundo ele, a Ambev achou uma solução "caseira" para tentar melhorar a qualificação de seus funcionários. "Nós, Ambev, temos uma universidade corporativa, onde formamos todos os profissionais da companhia: desde chão de fábrica até MBA para diretores, com apoio do nosso centro tecnológico. Estamos superando as dificuldades com investimento próprio", declarou.

Já Hugo Nery, diretor de Operações do Grupo Marquise, maior construtora da Região Nordeste, lamentou a perda de referência na educação brasileira da escola pública. "A Marquise não tem possibilidade de ter universidade própria, mas possui parcerias com instituições para qualificar sua mão de obra. Hoje falta engenheiro no País. São gargalos intransponíveis e se não houver política púbica - não só dinheiro, mas planejamento - fica difícil."

Ele ainda lembrou da "inadequação" da legislação e tributação de mão de obra no País. "Precisamos mudar esse padrão, porque afeta nossos investimentos. O ambiente empresarial brasileiro é agreste", enfatizou Nery.

Gargalos. O diretor do Grupo Marquise avaliou que os gargalos de infraestrutura e educação limitam o crescimento brasileiro em 4% ao ano. No entanto, segundo ele, "os gargalos da infraestrutura geram oportunidades de investimento" para o grupo, o maior do setor de construção do Nordeste e terceiro maior do País em limpeza pública e aterros.

O executivo citou que o faturamento da companhia saiu de R$ 250 milhões para R$ 800 milhões, em 10 anos, com a expectativa de atingir, em 2014, R$ 1,3 bilhão. Além do investimento em shoppings centers, com o primeiro da empresa previsto para ser inaugurado em Fortaleza, Nery citou o avanço em incorporações. / S.I. e G.P.

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