Indústria siderúrgica brasileira reduz projeções para 2018

Instituto Aço Brasil diz que não há movimento no País para proteger mercado, ao contráriodo resto do mundo

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2018 | 23h17

Em um momento em que o mundo amplia o seu protecionismo, o Brasil anda na contramão e não se movimenta no sentido de proteger o seu mercado interno, afirmou o presidente da Usiminas e vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil (IABr), Sergio Leite. O executivo assumirá no próximo mês a presidência do conselho diretor da entidade, no lugar de Alexandre Lyra, que é presidente da Vallourec. “Nós somos contra o protecionismo, defendemos a isonomia, mas questionamos se o Brasil poderá desejar ser liberal em um mundo protecionista”, disse Leite.

O IABr revisou para baixo nesta quarta-feira, 25, suas estimativas para o setor para este ano, por causa do protecionismo global e também dos efeitos da greve dos caminhoneiros, no fim de maio.

Para o executivo, a indústria brasileira não é uma prioridade do governo. “O cenário que a indústria vive é de perda de participação. A participação no PIB registra uma queda gradativa. O Aço Brasil tem estimulado o debate em torno dessa questão.”

O presidente executivo do IABr, Marco Polo de Mello Lopes, disse que o assunto tem sido levado às equipes econômicas dos candidatos à Presidência. Segundo ele, com exceção dos programas de Ciro Gomes e Marina Silva, o restante tem consenso em questões que devem ser endereçadas, como as reformas da Previdência e trabalhista e privatizações.

Estimativas. O IABr reduziu suas estimativas para o ano, depois de uma série de impactos, como os provocados pela greve dos caminhoneiros. A entidade acredita que a produção de aço bruto no Brasil deverá subir 4,3% para 35,8 milhões de toneladas, ante uma estimativa anterior de 8,6%.

As vendas internas de aço devem crescer 5% neste ano, para um volume de 17,7 milhões de toneladas. A projeção anterior era de aumento de 6,6%. Em relação às exportações, em volume, a estimativa atual é de queda de 0,6%, para 15,3 milhões de toneladas, ante previsão anterior de aumento de 10,7%. Em valores, contudo, tendo em vista a valorização do dólar, o aumento deverá ser de 18,3%, sendo que a projeção anterior era de crescimento de 27,7%.

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