Indústria sucroalcooleira puxa o emprego em São Paulo

A indústria sucroalcooleira, que vive momentos de euforia com as perspectivas de transformação do etanol em commodity global, foi a grande responsável pelo crescimento do emprego da indústria paulista nos dois primeiros meses de 2007, de 1,87%.Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, o setor gerou 30 mil dos 39 mil novos postos de trabalho contabilizados no primeiro bimestre. Apenas em fevereiro, a alta foi de 1,04%, com 22 mil novas vagas."O emprego no campo da indústria sucroalcooleira é contabilizado como emprego industrial, porque os trabalhadores do campo estão ligados às usinas, que são unidades industriais. Como estamos num período de plantio existe uma mão-de-obra que é recrutada agora", explicou.Entretanto, Francini ponderou que o resultado positivo na geração de empregos nesse ano apresenta uma pequena distorção, já que as vagas "não são empregos típicos" da indústria de transformação. "Evidente que o setor sucroalcooleiro experimenta uma fase fantástica, que deve se acentuar nos próximos anos, mas os empregos registrados nele dão uma pequena distorcida no resultado final da pesquisa."O setor que mais cresceu, segundo a pesquisa, foi o de fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool, com alta de 8,05% no mês de fevereiro frente a janeiro. Já o setor de fabricação de material eletrônico e de aparelhos de comunicações registrou a maior queda: -2,44%. Nos últimos 12 meses, a indústria registra uma ampliação acumulada de 21 mil vagas, aumento de 0,93%. O economista afirma que esse baixo resultado é reflexo principalmente das políticas cambial e monetária adotadas pelo governo Federal ao longo de 2007. Para esse ano, ele diz acreditar que a perspectiva é de crescimento "modesto". "As condições que cercam a atividade industrial, extremamente sensível a juros e a taxa de câmbio, continuam muito agressivas. Assim, a atividade industrial não tem condições de fazer valer o seu dinamismo e a sua força", salienta.Matéria alterada às 15h37 para acréscimo de informações

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