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Indústria tem melhor 1º semestre desde 2003, aponta CNI

Faturamento do setor cresce 8,4% e horas trabalhadas têm expansão de 5,9% , ambos recordes para o período

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

04 de agosto de 2008 | 11h30

A indústria de transformação teve neste ano o melhor primeiro semestre desde 2003, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 4, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O faturamento real cresceu 8,4% no período e as horas trabalhadas, indicador mais diretamente associado à produção, tiveram expansão de 5,9%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), também em termos dessazonalizados, subiu de 82,5% em maio, para 83,3% em junho, fechando o semestre com a taxa mais elevada dos últimos cinco anos. O número de postos de trabalho no setor subiu 4,4% nos seis primeiros meses do ano. Já a massa real de salários acumulou uma alta de 5,6%.  O economista da CNI, Paulo Mol, avaliou que esse bom momento da indústria foi puxado principalmente pelo mercado interno. Segundo ele, a massa salarial, os gastos do governo e o crédito em alta ainda continuam atuando como fatores importantes na expansão da atividade industrial. Ele lembrou que o mercado externo tem se deteriorado, por causa do câmbio, e que as expectativas dos empresários, em relação às exportações, estão se tornando cada vez mais pessimistas. Mol afirmou que a indústria terá um crescimento forte em 2008, podendo, inclusive, bater um novo recorde. Mas ele acredita que o ritmo de crescimento no segundo semestre será menor que no primeiro semestre, por causa das expectativas de novas elevações de juros, nas próximas reuniões do Copom.  Ele disse ainda que o elevado índice de utilização da capacidade instalada registrado em junho, no setor industrial, não preocupa. Segundo o economista, o nível de utilização do parque industrial tem-se mantido em uma média de 83% nos últimos nove meses. Mol afirmou que a alta utilização do parque industrial favorece os novos investimentos: "Os empresários devem sentir-se estimulados a investir. Isso deve manter a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) elevada no próximo trimestre." O economista disse, no entanto, não acreditar que o elevado índice de utilização da capacidade instalada possa resultar em restrição de oferta e ter impacto nas taxas de inflação. Junho As vendas reais que medem o faturamento do setor cresceram 2% em junho já descontados os efeitos sazonais, na comparação com maio. Em relação a junho de 2007, a expansão foi de 10,5%. As horas trabalhadas aumentaram 1,5% ante maio pelos dados dessazonalizados. Na comparação com junho de 2007, as horas trabalhadas aumentaram 6,6%. O número de postos de trabalho na indústria subiu 0,5% em junho ante maio na série dessazonalizada e 4% na comparação com junho de 2007. Já a massa real de salários registrou alta de 5,2% em junho na comparação com igual mês de 2007. Em relação ao mês de junho, Mol afirmou ter sido um mês "bastante forte" para a indústria de transformação, depois de uma certa estabilidade no mês de maio. O economista disse que como o quadro é de oscilação na atividade industrial, as avaliações, em relação ao segundo semestre, devem ser mais cautelosas.

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