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Indústria tem no 1o semestre maior alta desde 2004

A indústria brasileira fechou oprimeiro semestre com a maior taxa de expansão desde 2004,puxada pelo bom desempenho da produção de bens de capital e deconsumo duráveis. A produção das indústrias no país cresceu 2,7 por cento emjunho frente a maio, o que garantiu expansão de 6,3 por centono primeiro semestre, informou o Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. "O resultado do primeiro semestre de 2008 confirmou opadrão de crescimento da indústria ao longo deste ano, com omaior dinamismo vindo dos setores produtores de bens de capitale de bens de consumo duráveis", destacou o IBGE em comunicado. O crescimento registrado na primeira metade do ano foi omaior registrado desde o primeiro semestre de 2004, quando aindústria avançou 8,3 por cento. A produção de bens de capital --um importante indicador donível de investimento no país-- cresceu 17,1 por cento nosprimeiros seis meses do ano. No segmento de bens de consumoduráveis, o avanço foi de 13,9 por cento, impulsionado pelosetor automobilístico, segundo o economista Silvio Sales, doIBGE. Na véspera, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) jáhavia mostrado que o ritmo de atividade do setor no segundotrimestre do ano mantinha-se em franca ascensão. PRODUÇÃO RECORDE O crescimento da produção industrial em junho ficoulevemente acima das estimativas de analistas consultados pelaReuters, que esperavam avanço de 2,6 por cento. A taxa mensal de 2,7 por cento foi a maior registrada peloIBGE desde outubro de 2007, o que levou o patamar de produçãodo setor para um novo recorde. Na comparação com junho de 2007, a produção industrialcresceu 6,6 por cento. Em 12 meses até junho, as indústriasaumentaram em 6,7 por cento o volume produzido. "A virtude desse resultado de junho é que... foi ummovimento generalizado", afirmou Sales, ao destacar que aexpansão foi verificada em 23 ramos industriais, em todas ascategorias de uso. Sales ponderou, entretanto, que ainda não há como afirmarque a aceleração verificada em junho irá se traduzir emtendência para o segundo semestre. "Houve, sem dúvida, umaaceleração da indústria na margem, mas não dá para falar emtendência por enquanto." Se a indústria mantiver o ritmo de junho ao longo dosegundo semestre, o setor fechará o ano com expansão de 6,1 porcento, praticamente no mesmo patamar de 2007, quando ocrescimento foi de 6,0 por cento. "É importante lembrar que, embora o segundo semestre decada ano seja mais forte que o primeiro, a base de comparaçãopara este ano vai ser mais forte", ponderou Sales. Para a CNI, alguns indicadores permitem vislumbrar umarrefecimento da atividade nos dois últimos trimestres do ano. "Os estoques estão acima do desejado, aumentou adificuldade de obtenção de crédito e as margens de lucro dasempresas estão menores, por conta de aumento de preços dematérias-primas", afirmou Flávio Castelo Branco, gerente depolítica econômica da CNI, em relatório divulgado nestasemana.

RODRIGO VIGA GAIER, REUTERS

01 de agosto de 2008 | 11h48

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