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Indústria terá de manter recomposição salarial

O coordenador de Relações Sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre, afirmou nesta quarta-feira que, apesar das dificuldades enfrentadas pela indústria nacional, o setor deverá continuar concedendo neste ano ganhos reais de salários nas negociações com os sindicatos de trabalhadores num nível semelhante ao 1,54% obtido por 90,4% dos acordos assinados com os trabalhadores em 2011.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

21 de março de 2012 | 13h05

De acordo com Silvestre, uma inflação menor que os 6,5% do IPCA de 2011 e o impulso da atividade econômica prevista para este ano criam um cenário favorável aos trabalhadores na mesa de negociação.

"Apesar da crise internacional e do processo nacional de desindustrialização, que serão argumentos usados pelas empresas, não tem nada que indique um recuo em termos de ganho real nas negociações salariais deste ano", afirmou, durante a apresentação do Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais em 2011. "Os trabalhadores têm ciência do problema e, junto com empresários, apoiam as manifestações para reivindicar ações do governo, mas eles vão lutar por aumentos reais."

Entre os aspectos a favor dos trabalhadores, Silvestre cita a política de recomposição do poder de compra do salário mínimo, o mercado interno forte e os juros em queda. Para o coordenador, o aumento real de 7,5% deste ano do salário mínimo vai influenciar positivamente nas negociações, sobretudo das categorias com pisos próximos ao mínimo nacional. "Muitas categorias tomarão o reajuste real do mínimo como base para negociar", afirmou.

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