Indústria têxtil prevê Natal menos triste

A cadeia têxtil, que emprega 1,5 milhão de trabalhadores em todo o Brasil, projeta chegar ao fim do ano com a criação de entre cinco e 10 mil postos de trabalho. Trata-se de um número inferior à média anual, de 20 mil vagas, mas ainda supera as expectativas anteriores, de fechar o ano com demissões acima de contratações. "Será um fim de ano menos triste do que prevíamos", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit), Paulo Skaf.Segundo ele, "a queda dos juros e do compulsório melhorou as perspectivas para o setor têxtil". A redução do ICMS em São Paulo, de 18% para 12%, em toda a cadeia (exceto o varejo), também ajudará a aumentar a produção, que acumula queda de 5,8% até julho. O faturamento deve empatar com o resultado do ano passado, em cerca de US$ 22 bilhões.Em termos de exportações, o cenário também é positivo. Até julho, o superávit comercial setorial foi de US$ 220 milhões. A projeção é encerrar o ano com cerca de US$ 400 milhões, número bastante positivo para um setor que passou praticamente toda a década de 90 e início da atual década com déficit comercial.

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