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Indústria têxtil reage à crise com demissões

As indústrias têxteis brasileiras, que já vinham enfrentando tempos amargos com a concorrência com produtos asiáticos, começam a sofrer os efeitos da crise internacional. Apesar do câmbio favorável à retomada das exportações, o cenário não é positivo. Com a retração da demanda doméstica, várias indústrias anunciaram demissões. As empresas evitam comentar o assunto, mas sindicatos de várias cidades já foram comunicados sobre os cortes. A Cachoeira Velonorte, fabricante de malhas, demitiu 253 operários e anunciou o fechamento da unidade de Pirapora, no norte de Minas Gerais. A decisão foi comunicada na segunda-feira, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Pirapora. Antes, a empresa havia concedido férias coletivas e licença remunerada aos trabalhadores.A Cedro Cachoeira, fabricante de brim, também fez cortes em Pirapora. Foram 106 demissões. A indústria já teria demitido 200 operários em suas quatro fábricas, o equivalente a menos de 10% do total. A direção da empresa não quis comentar os cortes. Em Montes Claros, também em Minas, o sindicato local relata demissões até na Coteminas, do vice-presidente José Alencar. Para o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe, no curto prazo será grande o impacto da crise para as empresas do setor, por causa da redução das vendas internas e externas.

Ivana Moreira, BELO HORIZONTE, O Estadao de S.Paulo

11 de fevereiro de 2009 | 00h00

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