Indústria vai reagir bem à crise argentina, diz Piva

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, acredita que a crise argentina continua trazendo preocupações aos empresários brasileiros, no entanto, será bem absorvida pelo setor.Em entrevista à Rádio Eldorado AM, Piva disse que num primeiro momento, as empresas do Brasil que têm créditos para receber da Argentina, terão dificuldades e a perda do poder de compra do país vai criar alguns problemas ao fluxo de comércio entre as duas nações.Para ele, porém, o panorama mostra que a situação começa a melhorar e mesmo quem tiver prejuízos poderá ganhar em médio ou longo prazo, com a Argentina.?Pelo menos as coisas começam a se encaixar e encontra-se aí, espaço para uma harmonização das políticas macroeconômicas que há muito tempo não havia?.Segundo Piva, uma parte da indústria brasileira previu a perda do poder de compra argentino e por isso já estava vendendo menos.O presidente da Fiesp afirmou não acreditar no câmbio fixo e ter dúvidas se a Argentina conseguirá ?caminhar? na questão do câmbio duplo.?Nós já tentamos fazer isso no Brasil, e com vários outros países isso foi tentado, e nunca, na verdade, deu muito certo, porque você acaba tendo a prevalência de um mecanismo sobre o outro?, analisou.Ele, no entanto, disse que a passagem pela desvalorização é inevitável. Piva acredita que outro fator que ajudará os argentinos a saírem da crise é a união de forças políticas, porque a Argentina, na sua opinião, sempre viveu uma fragilidade política muito complicada.Leia o especial

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