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Indústria vê piora em março, diz CNI

Crise se agravou, de acordo com empresários ouvidos em pesquisa

Ribamar Oliveira, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2009 | 00h00

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e que chegou ontem a alguns gabinetes do governo, mostra que pode estar errada a avaliação de que o pior já passou no setor industrial brasileiro. Num universo de 431 empresas consultadas, 54,8% disseram que, em março, os efeitos negativos da crise aumentaram em relação a dezembro.Apenas 9,8% das empresas disseram que o efeitos da crise diminuíram no período, enquanto 35,2% disseram que a situação ficou inalterada. Das empresas consultadas, 0,2% não souberam informar.O resultado da pesquisa conflita com a avaliação feita pelo governo, de que estaria ocorrendo uma recuperação, ainda que pequena, da atividade industrial este mês. O governo trabalha com perspectiva de que o pior da desaceleração econômica ocorreu em dezembro do ano passado, quando a queda da atividade industrial foi de 14,5% em relação ao mesmo mês de 2007 e de 12,4% em relação a novembro de 2008.Como em janeiro deste ano houve uma pequena melhora (crescimento de 2,3% em relação a dezembro de 2008), o governo passou a trabalhar com a perspectiva de que o pior efeito da crise tinha passado e que haveria uma retomada da atividade, embora modesta, ajudada, entre outras coisas, pela recuperação da indústria automobilística.Os dados da consulta da CNI parecem contrariar essa hipótese de trabalho e colocam nuvens negras sobre o desempenho da economia este ano. Os dados da pesquisa reforçam a avaliação feita pela CNI e pela Federação das Indústria de São Paulo (Fiesp) de que o resultado da produção industrial em 2009 será negativo.A pesquisa da CNI foi feita com empresas de grande, médio e pequeno portes, em todo o Brasil, entre os dias 4 e 10 deste mês. Os dados da consulta serão divulgados hoje pela CNI. Os empresários foram consultados também sobre a duração da crise e sobre os efeitos das medidas já adotadas pelo governo nos seus respectivos setores.

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