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Indústria vende 2,15% a mais e emprego aumenta

A indústria brasileira de transformação vendeu 2,15% a mais no primeiro trimestre deste ano, tomando como base o mesmo período de 2005. A informação, divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), detalha que, as horas trabalhadas - que medem o ritmo de produção - tiveram alta de 2,57% na mesma base comparativa.Segundo a confederação, porém, os resultados positivos dos três primeiros meses do ano não foram completamente compartilhados em março. Isso porque, apesar as vendas crescerem 0,86% tomando como base fevereiro, as horas trabalhadas tiveram retração de 0,70%. Já na comparação com março de 2005, as vendas cresceram 2,64%, ao passo que as horas trabalhadas aumentaram em 3,39%. Emprego O número de empregos na indústria, por sua vez, cresceu em todas as bases de comparação. No primeiro trimestre do ano a alta acumulada é de 0,85%. Em março, utilizando como base fevereiro deste ano, a alta é de 0,27%, ao passo que, na comparação com o mesmo mês de 2005, o crescimento registrado na contratação é de 0,88%. Capacidade instaladaO uso da capacidade instalada na indústria de transformação em março ficou em 81,1%, em termos dessazonalizados. Segundo a CNI, o indicador se mantém estável nos últimos seis meses, oscilando em torno de 81%. Em fevereiro, o uso da capacidade instalada foi de 81,2%, enquanto que em março de 2005 estava em 82,3%. Segundo o documento da CNI, a taxa registrada em março deste ano é a menor para meses de março desde 2003. Por isso, a CNI acredita que, neste ano, não existem riscos de gargalo na produção, ainda que o ritmo de expansão da atividade industrial se acelere ao longo do ano. Surpresa e estoques O economista da confederação Paulo Mol afirmou que os indicadores industriais, no mês de março, surpreenderam. Segundo ele, a CNI esperava que as horas trabalhadas na indústria tivessem um aumento sinalizando a retomada da produção. No entanto, o indicador foi negativo. Essa expectativa se devia ao resultado de fevereiro, quando as horas trabalhadas cresceram 2,4%, em relação a janeiro, o que levou a CNI a prever o fim do processo de ajuste de estoques, iniciado no segundo semestre do ano passado.Embora o cenário de fevereiro não tenha se confirmado em março, Mol acredita que a tendência para os próximos meses é positiva. Segundo ele, o aumento das vendas industriais, nos últimos meses, indica um crescimento da demanda, o que deve levar à expansão da produção, no futuro. Trimestre x TrimestrePor outro lado, as horas trabalhadas na produção tiveram uma queda de 0,19%, no primeiro trimestre de 2006, na comparação com o quarto trimestre de 2005. O indicador vem caindo há três trimestres consecutivos. Mol atribui esse fator ao ajuste de estoques que, segundo ele, ainda está sendo finalizado. Uma surpresa positiva, para Mol, foi o resultado do emprego industrial que teve um aumento de 0,17% no primeiro trimestre de 2006, em relação ao último trimestre de 2005. O resultado significa uma reversão na trajetória de queda, registrada nos últimos dois trimestres de 2005. Para Mol, o crescimento do emprego nos meses de fevereiro e março deste ano, é uma sinalização importante de que haverá um crescimento do emprego nos próximos meses.Bolívia O coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que a decisão da Bolívia de nacionalizar suas reservas de gás não deve ter impacto macroeconômico no Brasil como, por exemplo, choque de preços. Segundo ele, embora um aumento no preço do gás venha gerar um aumento no custo das empresas, o efeito não deve refletir na economia de um modo geral. Para Castelo Branco, o principal impacto de longo prazo é o desestímulo a novos investimentos na Bolívia.Este texto foi atualizado às 14h07.

Agencia Estado,

04 de maio de 2006 | 10h57

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