Industriais estão menos otimistas, segundo pesquisa

Dados preliminares da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostram que o empresariado industrial está menos otimista no segundo trimestre de 2003. Os dados são referentes às informações de 404 empresas, um terço do universo de 1.200 companhias que participam da pesquisa. Essas empresas empregam 297.895 trabalhadores.Segundo a sondagem, para 18% das empresas consultadas, a situação atual dos negócios é boa, enquanto 25% consideram o cenário fraco. De acordo com o economista da FGV, Aloísio Campelo, esta diferença, 7 pontos porcentuais, estava em 4 pontos há três meses.Em relação ao primeiro trimestre do ano, 25% das companhias disseram ter aumentado a produção, e 38% responderam que reduziram. "Saldos negativos são comuns nesta época do ano, mas os 13 pontos porcentuais de diferença superam de longe o saldo de menos 2 pontos porcentuais apurados no mesmo período do ano passado", disse Campelo.O economista disse que a procura por produtos da indústria de transformação não foi satisfatória. O saldo entre as empresas que acusaram aumento e as que verificaram redução da demanda foi de 18 pontos. Em abril de 2002, o resultado havia sido de menos 7 pontos porcentuais. "Os resultados apurados tanto para a produção quanto para a demanda foram piores do que se previa em janeiro passado. Talvez, em função disso, os estoques tenham evoluído de forma negativa."

Agencia Estado,

07 de abril de 2003 | 18h31

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