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Industrialização da China deve levar até 20 anos, diz especialista

O processo de industrialização da China ainda deve levar de 15 a 20 anos, disse ao Estado a pesquisadora Jane Skanderup, especialista em Ásia do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS), de Washington. De acordo com a acadêmica, pode-se esperar que durante essa fase continue grande a demanda chinesa por produtos básicos negociados no mercado internacional, as commodities, importantes na pauta de exportações no Brasil. Porém, não é certo que os preços desses produtos se mantenham altos como nos últimos anos.Ela lembrou que os preços desses produtos não dependem apenas do consumo, mas também da oferta. Segundo a especialista, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recentemente fez projeções sobre preços para commodities nos próximos cinco anos prevendo que os preços de produtos como cobre, aço, alimentos e outros comecem a declinar nesse período.Jane não vê a China como uma ameaça aos Estados Unidos e disse que há muita cooperação entre os governos dos dois países. "A dinâmica da economia hoje é que a China produz e os Estados Unidos consomem", afirmou. Isso gera desequilíbrios potenciais para a economia mundial. De acordo com ela, porém, as autoridades americanas e chinesas estão conscientes disso e concordam que os Estados Unidos precisam ampliar a poupança e a China expandir o consumo de produtos estrangeiros, para buscar o equilíbrio gradualmente. "Mas têm dificuldades de implementar internamente", afirmou.Segundo a especialista, há muita cooperação em alto nível diplomático entre os dois países em relação a temas como moedas, reservas internacionais e comércio. "Todos os integrantes do primeiro escalão do governo americano já foram à China e vice-versa", disse.A entrada da Venezuela no Mercosul e a aproximação com a China não devem prejudicar o relacionamento entre Brasil e os Estados Unidos. "Com uma economia tão forte como a que tem o Brasil, não acredito que o problema político influa", afirmou. Em relação à China, ela acredita que o Brasil precisa mais dos Estados Unidos do que da China, "por causa dos investimentos". "Eles não têm dinheiro nem para fazer a ferrovia de Xangai a Pequim", comparou.

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