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Indústrias de Campinas demitiram 1,5 mil pessoas em agosto

O mês de agosto foi o pior período dos últimos quatro anos para as indústrias da região de Campinas. A mais recente sondagem do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo de Campinas (Ciesp-Campinas) aponta crescente demissões de empregados e déficit da balança comercial. Em agosto as empresas demitiram 1.536 trabalhadores. É a maior onda de dispensa nesses quatro anos. Em julho as dispensas ficaram em 227. O desemprego acentuado quebra as projeções para todo o ano de 2006. A expectativa era de as empresas abrissem 4 mil vagas. Até agosto foram 659 novos postos de trabalho. A nova previsão é que até dezembro as indústrias contratem cerca de 2 mil novos empregados, número igual ao do ano passado. "Esperamos agora essa reversão por que as pequenas empresas começam a ter uma atividade mais forte", analisa o diretor da Ciesp, Luiz Alberto Soares Souza. Segundo ele, pesou para o empresariado outros motivos que impediram novos investimentos: o dólar em baixa, alta da carga tributária e véspera das eleições. Os setores que mais contribuíram para os resultados negativos estão entre aqueles com maior representatividade na região. A área têxtil respondeu por 30% das demissões seguido de material elétrico (1,8%), eletrônico e comunicação (1,32%), produtos alimentares e material de transporte ( 0,52%). Em contrapartida a metalurgia teve uma leve alta de 0,10%.A balança comercial em agosto ficou negativa em US$ 8,63 milhões. As importações atingiram US$ 343 milhões e as exportações US$ 334,4 milhões. Mas o saldo da balança é positiva no acumulado do ano em US$ 24 milhões.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 16h18

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