Indústrias de celulose esperam manutenção de preços em 2013

Fibria e Suzano, líderes de mercado, esperam que preço da tonelada do produto na Europa fique perto de US$ 750

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2012 | 02h07

As duas maiores exportadoras brasileiras de celulose, Fibria e Suzano Papel e Celulose, prevêem que o preço médio do insumo em 2013 ficará entre US$ 750 e US$ 760 por tonelada, quando consideradas cotações na Europa. Isso significa que o preço da celulose deve ficar, no ano que vem, no mínimo equivalente à média de 2012.

No fim de 2011, grandes instituições financeiras estimavam que o preço médio da celulose de fibra curta fosse cair abaixo de US$ 750 por tonelada em 2013, projeção que chegou a ser ainda mais negativa no fim do primeiro semestre.

Agora, as fabricantes sinalizam para um ambiente de negócios melhor do que o estimado. "Não vejo espaço para que, na média, os números de 2013 sejam piores do que de 2012. Acredito que haja chance do preço se manter balanceado", afirmou o diretor executivo comercial e de logística da Fibria, Henri Philippe Van Keer.

O diretor da unidade de negócios de celulose da Suzano, Alexandre Yambanis, compartilha da opinião e ainda sinaliza que o patamar de US$ 760 por tonelada possa ser um piso. "Esperamos que o preço médio fique, no mínimo, no mesmo patamar de 2012. Talvez tenhamos um número ligeiramente superior."

Hemisfério Norte. Para Yambanis, é natural esperar oscilações causadas por fatores como o cronograma de fechamento e o prazo das paradas para manutenção em unidades no Hemisfério Norte. Além disso, o verão daquela região também tem grande influência no ritmo dos preços do mercado, o que reduz a previsibilidade das cotações em intervalos pontuais.

Além de questões sazonais, a trajetória dos preços em 2013 será influenciada pelo balanço entre oferta e demanda. A fábrica de celulose da Eldorado Brasil entrou em operação nesta semana, com capacidade de 1,5 milhão de toneladas. Outras duas fábricas (a da parceria entre Arauco e Stora Enso, no Uruguai, e outra da própria Suzano, no Maranhão) devem produzir de julho a novembro, mais 2,8 milhões de toneladas. Na outra ponta, a Suzano prevê a produção adicional de aproximadamente 4,8 milhões de toneladas de papéis até o final de 2013.

Todas essas unidades ampliariam a demanda de celulose, principalmente da China, em aproximadamente 3,6 milhões de toneladas. Mas, como uma fábrica de celulose leva pelo menos seis meses para atingir a plena capacidade, o mercado no próximo ano deve ser impactado basicamente pela produção da Eldorado./ A.M.

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