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Indústrias preparam planos contra apagão do gás

A suspensão do fornecimento de gás na semana passada e as preocupações com a garantia do suprimento nos próximos anos no País estão levando as indústrias a montar planos de contingência para um eventual apagão. Grandes grupos como a Rexam Brasil, Bayer, Crown Embalagens e Michelin começam a analisar o assunto ou já aceleram projetos de conversão, conforme o caso. Na prática, o risco de não-suprimento acendeu uma luz amarela no setor industrial.Maior fabricante de latas de alumínio no País, com faturamento anual em torno de R$ 1 bilhão no ano passado, a Rexam Brasil está preparando a conversão de linhas de produção nas unidades de São Paulo e do Rio para serem abastecidas, também, por gás liquefeito de petróleo (GLP). A idéia é tornar as linhas flexíveis, podendo mudar de combustível conforme a necessidade.A Bayer, que ficou sem gás durante quase 24 horas na semana passada no Rio, decidiu acelerar ainda mais os projetos de contingência que já vinham sendo desenvolvidos. "Os planos ganharão novo ritmo em razão da situação", disse o gerente de energias da Bayer, Roberto Salvador. Entre a quarta e a quinta-feira da semana passada (dias 31 de outubro e 1º de novembro), a indústria deixou de produzir 150 toneladas de poliuretano por causa da interrupção do fornecimento de gás natural.Um dos maiores fabricantes de pneus do País, a Michelin também decidiu avaliar a situação depois dos últimos acontecimentos. A empresa informa que já acionou os departamentos técnicos para analisar a questão. Os problemas com energia também estão "no radar de gerenciamento de risco" da Crown Embalagens, conta o presidente da empresa, Reinaldo Lopes. Segundo ele, anteriormente as fábricas da empresa usavam gás butano e foram convertidas para gás natural. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 09h46

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