Inflação abaixo da meta não significa política rigorosa

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Beviláqua, afirmou, nesta terça-feira, que o fato da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses encerrados em maio ter ficado abaixo da meta de 4,5% prevista para todo o ano, não significa que a política monetária implementada pelo BC seja rigorosa demais. Para ele, o resultado é um indício de que o regime de metas de inflação funciona adequadamente. "É normal que a inflação oscile ao redor da meta. É normal que ela fique abaixo da meta e também que, diante de choques, fique temporariamente acima da meta. Na nossa avaliação, a evolução dos índices de preço não significa política monetária apertada demais", disse, reiterando as palavras do presidente do BC, Henrique Meirelles, sobre o cumprimento das metas de inflação. "Faremos tudo o que está ao nosso alcance para atingir as metas". O diretor do BC reconheceu que os juros no Brasil são muito altos, mas ponderou que eles são mais baixos do que no passado e que a tendência é caírem a médio e longo prazo como resultado de um ambiente macroeconômico mais saudável, cuja precondição é que a inflação se mantenha nas metas. Ele também destacou que a política monetária precisa ser conduzida de modo a permitir que a economia cresça preenchendo o chamado hiato do produto de forma disciplinada do ponto de vista dos preços.

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