Inflação ainda é risco remanescente para País, diz Levy

O Secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, disse hoje que a inflação é um dos riscos remanescentes no País. Segundo ele, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no ano passado, de 7,6%, ficou acima da inflação registrada em vários países emergentes, deixando o Brasil em posição pior nesse indicador, ao contrário do que ocorreu em outras áreas, como a fiscal.Em palestra no seminário "Cenário da Economia Brasileira e Mundial em 2005", Levy destacou a preocupação com a trajetória da inflação, observando que vários setores tiveram aumentos de preços acima da média do IPCA no ano passado e que ainda há "bastante dispersão de inflação", em alguns grupos de produtos.Riscos no cenário internacionalLevy disse ainda que o Brasil está se municiando para enfrentar três riscos no cenário internacional, relacionados ao aumento do preço do petróleo e às economias americana e chinesa. Segundo Levy, como o Brasil não tem mais déficit em conta-corrente a influência da economia americana no País "adquire outra dimensão", diferente de situações em que o Brasil tinha esse déficit e estava mais vulnerável.Ele lembrou que o Brasil é praticamente auto-suficiente em petróleo e também minimizou os riscos associados à variação do preço do óleo.Em relação à China, Levy comentou que o governo chinês está interessado em melhorar a condição de vida do trabalhador de lá, o que pode diminuir um pouco o crescimento econômico daquele país e alterar a demanda mundial. Isso, de acordo com Levy, seria benefício para o Brasil.Levy destacou que com superávit na balança comercial, conta fiscal em ordem e inflação sob controle, o Brasil tem condições melhores de enfrentar as variações de um cenário internacional. Ele enfatizou ainda que o ajuste fiscal é fundamental . "A gente tem que ser super-vigilante na área de gastos, sim", enfatizou.

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