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Inflação alta reduz otimismo do consumidor

Índice de expectativa para próximo semestre, divulgado pela CNI, cai 1,2%

Renata Veríssimo, O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2007 | 00h00

A possibilidade de aumento da inflação deixou os consumidores menos otimistas para os próximos seis meses, segundo apurou o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) do terceiro trimestre, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador ficou em 104,8 pontos, uma queda de 1,2% em relação ao segundo trimestre de 2007 e de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2006.A sondagem detectou também uma piora nas expectativas do consumidor em relação ao desemprego, à renda geral e à própria renda. Mesmo com a deterioração dos números, a CNI destaca que Inec de 104,8 pontos é maior do que o valor médio para o terceiro trimestre. Por esse motivo, os técnicos da entidade acreditam que o crescimento da demanda manterá o atual ritmo. "Apesar do recuo, o Inec demonstra a manutenção de um quadro favorável nos próximos meses, com a continuidade do atual ritmo de crescimento da demanda do consumo das famílias", afirma a CNI.PIORADos entrevistados que responderam à pesquisa, 55% esperam um aumento da inflação nos próximos meses. É o maior porcentual desde março de 2005. Outros 15% esperam uma queda da inflação e 30% acham que o índice não mudará. "Essa percepção dos consumidores certamente foi influenciada pelos aumentos de preço ocorridos a partir de junho, sobretudo no setor de alimentos e bebidas", diz o documento da CNI.Em relação ao emprego, também houve uma piora. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados esperam aumento do desemprego, 27% acham que vai diminuir e 20% apostam na manutenção do quadro atual. A CNI destaca que a piora na expectativa chama a atenção em razão da sazonalidade favorável com a chegada do fim do ano e as recentes quedas no índice de desemprego. Outro fato destacado pela entidade é que, quando questionado sobre a expectativa de evolução do próprio emprego, o entrevistado se mostra mais otimista do que no levantamento do segundo trimestre de 2007.Quanto à expectativa de evolução da renda, ambos os indicadores (renda geral e renda pessoal) exibem ligeiro recuo na comparação com junho de 2007. Ainda assim, 40% esperam aumentar a renda nos próximos seis meses, 17% responderam que devem ter uma diminuição na renda e 44% acham que não haverá alteração. O Inec também apurou que 32% das pessoas acham que a renda geral do País vai aumentar nos próximos meses, enquanto 28% esperam uma queda da renda e 40% não esperam alteração.A pesquisa foi feita com base em entrevistas conduzidas pelo Ibope com 2.002 pessoas de 142 municípios, entre os dias 13 e 18 deste mês.

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