Inflação ao consumidor avança para 0,40% na 3ª medição de setembro

Novamente, a alta do preços dos alimentos foi a principal contribuição para a taxa maior do IPC-S 

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

23 de setembro de 2010 | 08h22

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) voltou a apresentar aumento pela terceira semana consecutiva, e avançou 0,40% na quadrissemana finalizada em 22 de setembro. No resultado anterior, o índice já havia avançado 0,31% até a segunda quadrissemana de setembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 23, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a fundação, cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, da segunda para a terceira quadrissemana de setembro.

Mais uma vez, o fortalecimento da inflação dos alimentos (de 0,51% para 0,63%) foi a principal contribuição para a taxa maior do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) que subiu de 0,31% para 0,40% entre a segunda e a terceira quadrissemana de setembro.

Entre os alimentos, os destaques ficaram por conta de queda mais fraca e aceleração de preços, respectivamente, em arroz e feijão (de -2,78% para -0,96%) e em frutas (de 0,62% para 1,51%), produtos que têm peso expressivo no cálculo do IPC-S.

Mas os alimentos não foram a única classe de despesa a apresentar acréscimo em sua taxa de variação de preços, entre a segunda e a terceira quadrissemana de setembro. Mais quatro grupos também fizeram o mesmo, no período. É o caso de habitação (de 0,22% para 0,29%); vestuário (de 0,63% para 0,89%); saúde e cuidados pessoais (de 0,33% para 0,44%); e educação, leitura e recreação (de 0,19% para 0,22%).

Apenas uma classe de despesa apresentou desaceleração de preços, no mesmo período. É o caso de despesas diversas (de 0,22% para 0,17%). Já o grupo transportes manteve a mesma taxa de elevação de preços, no período (de 0,09%).

Entre os produtos pesquisados para cálculo do índice, as mais expressivas altas de preço até a quadrissemana encerrada em 22 de setembro foram apuradas em limão (29,55%); pão francês (2,08%); e banana prata (10,84%). Já as mais significativas quedas foram registradas em cebola (-30,48%); mamão da Amazônia - papaya (-16,23%); e batata-inglesa (-12,02%).

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