Inflação ao consumidor não será pressionada pelo preço do gás

Se a Petrobras repassar aos consumidores alguma parte do reajuste de 61% que a Bolívia quer para o seu gás, o impacto na inflação será no atacado e localizado em alguns setores com mais dependência do produto, disse à Agência Estado o coordenador de Índices de Preço ao Consumidor (IPC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. Na inflação ao consumidor - o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -, o impacto deve ser muito pequeno. "Um reajuste aos consumidores não vai se acomodar nesses patamares (61%) e o gás pesa pouco no indicador", disse. A representatividade do gás canalizado para uso doméstico no indicador é de 0,13%, enquanto o de Gás Natural Veicular (GNV) é de 0,10%. Braz lembrou que o gás natural é mais usado no varejo no Rio de Janeiro, onde existe a disponibilidade do produto canalizado, além de uma maior frota de carros movida a esse combustível. Porém, o Estado é atendido pelo gás que vêm da Bacia de Campos, no Brasil, e não da Bolívia. Em São Paulo e no Sul, os destinos do produto boliviano, não se usa tanto o gás no varejo, mas sim na indústria - especialmente em setores como cerâmica e vidros. Por isso, o impacto será maior no atacado.

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