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Inflação argentina passa de 7% no 1º bimestre

Índice de fevereiro ficou em 3,4%, de acordo com os novos cálculos que vêm sendo feitos pelo governo

Ariel Palácios, correspondente, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2014 | 02h06

BUENOS AIRES - O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, anunciou ontem que a inflação de fevereiro no país foi de 3,4%, o maior índice registrado nesse mês desde 1991. Dessa forma, segundo o cálculo elaborado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a inflação acumulada no primeiro bimestre do ano é de 7,1%.

Fevereiro foi o segundo mês com o novo sistema de medição da inflação elaborado pelo Indec, já que o antigo índice estava desacreditado pela intensa manipulação aplicada nos últimos anos pelo governo Kirchner.

Durante o período de manipulação intensa, a inflação oficial apresentava números que equivaliam à metade ou um terço dos cálculos elaborados pelas consultorias econômicas independentes, sindicatos e associações empresariais. Mas, pressionado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o governo de Cristina Kirchner, após um ano e meio de promessas, finalmente elaborou ao longo de 2013 um índice mais aproximado aos cálculos dos economistas da city financeira portenha. O novo índice começou a ser divulgado em janeiro.

Os deputados da oposição, que elaboram uma média das estimativas das principais consultorias econômicas de Buenos Aires - o denominado "Índice Congresso" -, sustentaram na semana passada que índice real seria de 4,3%. O governo da cidade de Buenos Aires faz um cálculo similar, de 4,4% em fevereiro. Os economistas calculam que a inflação acumulada de janeiro e fevereiro foi de 8,5% a 10%.

Desde o início deste ano a inflação já eliminou metade da competitividade que o país havia obtido com a desvalorização do peso, ressalta a consultoria Elypsis.

Negociações. "Quando existe uma inflação alta como essa, é difícil fechar uma negociação salarial coletiva", afirmou ontem o ex-ministro da Economia, José Remes Lenicov, em referência às discussões que começarão nas próximas semanas entre empresários e sindicatos.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) "rebelde", denominação da maior central sindical do país, que rompeu com o governo da presidente Cristina Kirchner em 2012, exige que o governo concorde com a realização de pelo menos duas negociações salariais neste ano, isto é, uma por semestre. Há alguns setores, porém, que pedem uma renegociação por trimestre).

Nesta quinta-feira os principais líderes da CGT se reunirão para definir o formato e a data para a realização de uma greve geral em protesto contra a "política de ajuste" da Casa Rosada - a sede do governo argentino. Além da greve, os sindicalistas também avaliam uma marcha de protesto em direção à Praça de Mayo, na frente do palácio presidencial, como forma de exibir a força sindical.

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