Adriano Machado/Reuters
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'Inflação baixa é bom e não tem nada de errado nisso', diz Ilan

Questionado sobre o fato de a inflação de dezembro ter sido maior que a esperada pelo Banco Central, Ilan Goldfajn afirmou que os preços do combustível e de alimentos serão mais voláteis mês a mês

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2018 | 19h11

BRASÍLIA - Após publicar a carta aberta em que aponta as justificativas para a inflação ter ficado abaixo da meta, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou em entrevista coletiva que esse patamar de avanço dos preços é "bom".

"Inflação baixa é bom, e não tem nada de errado nisso. Vamos comemorar a queda da inflação e trabalhar para mantê-la baixa", afirmou.

Questionado sobre o fato de a inflação de dezembro ter sido maior que a esperada pelo BC, Goldfajn afirmou que os preços de alimentos e gasolina serão mais voláteis mês a mês. "Vamos olhar qual será a tendência da inflação daqui para frente", respondeu.

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Ele ainda explicou que, pela metodologia científica, poderia haver o arredondamento da inflação de 2017 de 2,95% para 3,0%, cumprindo assim o piso da meta do ano passado.

"Poderíamos usar esse arredondamento, talvez outros usariam, mas isso não seria um benefício para nós", afirmou. 

Segundo o presidente do BC, a economia brasileira começou a sair da recessão após a mudança das expectativas de inflação. “E as expectativas foram muito relevantes para controle da inflação”, completou.

Ilan disse ainda que o câmbio é uma variável relevante para a inflação, mas avaliou que não teve peso importante na inflação de 2017. Segundo o presidente do BC, o câmbio não é um instrumento de controle da inflação.

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“A inflação foi mais baixa no ano passado por conta de expectativas e dos preços de alimentos, não tanto por causa do câmbio. O balanço de pagamentos é hoje muito confortável e temos estoque de swaps menor. Para frente, vamos continuar monitorando o câmbio”, afirmou.

Questionado sobre se a meta de IPCA não deveria desconsiderar os preços dos alimentos, focando apenas os núcleos de inflação, ele respondeu que o BC, de certa forma, já olha a tendência da inflação.

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