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Inflação na China sobe acima do esperado e chega a 8,3% em março

Novo surto de covid-19 e conflito entre Ucrânia e Rússia estão entre fatores que pesam no aumento dos preços ao consumidor

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2022 | 09h20

Os preços ao produtor e ao consumidor da China subiram mais do que o esperado em março, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, gargalos persistentes na cadeia de suprimentos e problemas de produção causados ​​por surtos locais de covid-19 se somando a pressões sobre os custos das commodities.

O aumento nos custos das matérias-primas está prejudicando as economias em todo o mundo e na China levantou dúvidas entre alguns analistas sobre o quanto seu banco central será capaz de aliviar a política monetária. 

O índice de preços ao produtor da China (PPI) subiu 8,3% em março em relação ao ano anterior, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) nesta segunda-feira, 11. Embora tenha sido abaixo dos 8,8% vistos em fevereiro, superou a previsão de um aumento de 7,9% levantada em pesquisa da Reuters.

As pressões de alta elevaram os preços ao consumidor, que subiram 1,5% em relação ao ano anterior, maior aumento em três meses, acelerando de 0,9% em fevereiro e superando as expectativas de 1,2%.

Analistas do Nomura disseram que possíveis atrasos no plantio de safras causados ​​por novos surtos de covid-19 no país e o conflito na Ucrânia podem criar novas pressões sobre os preços dos alimentos no segundo semestre do ano.

"O aumento da inflação dos preços de alimentos e energia limita o espaço para o (Banco Popular da China) cortar as taxas de juros, apesar da economia em rápida deterioração", disse Nomura em nota.

Embora o aumento anual do PPI tenha sido o menor desde abril de 2021, isso se deve principalmente às comparações mais baixas do final de 2020 e início de 2021 observadas nos meses anteriores.

O aumento mensal de 1,1%, entretanto, foi o maior em cinco meses, impulsionado pelo aumento dos preços do petróleo doméstico e metais não ferrosos devido a fatores geopolíticos, disse o NBS. 

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