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Inflação chinesa recua ao menor patamar em 17 meses

Primeiro-ministro pede que governos provinciais sejam ágeis na implantação do pacote de US$ 586 bi

Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo,

11 de novembro de 2008 | 06h27

A inflação chinesa recuou em outubro para o menor patamar em 17 meses, o que amplia o espaço do banco central para estimular a economia por meio do corte da taxa de juros. Na segunda-feira, o primeiro-ministro Wen Jiabao pediu aos governos provinciais que sejam ágeis na implantação do pacote de US$ 586 bilhões anunciado domingo.   Veja também: Presidente do BCE afirma que crise ainda está em andamento Presidente da China diz que pretende cooperar com Obama De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  "Nós devemos ser rápidos, efetivos e enérgicos na expansão de investimentos", disse Wen em reunião com líderes provinciais e integrantes do gabinete. Segundo ele, a prioridade do governo é obter um ritmo de crescimento "estável e relativamente rápido". A adoção de medidas de estímulo foi facilitada pelo recuo da inflação, que foi o principal problema das autoridades de Pequim no primeiro semestre. No mês passado, o índice de preços ao consumidor recuou para 4%, abaixo dos 4,6% registrados em setembro e menos da metade dos 8,7% de fevereiro. A desaceleração da alta de preços permitiu que o governo substituísse a política monetária "apertada" por uma "moderadamente ativa", enquanto a política fiscal passou de "prudente" a "pró-ativa".  Wen Jiabao repetiu que a principal contribuição que a China pode dar ao mundo no momento atual é manter um ritmo de crescimento estável e rápido. O premiê afirmou que o governo vai liderar os esforços para evitar uma desaceleração pronunciada da economia, mas ressaltou que a participação do setor privado também é importante. O ritmo de expansão do PIB chinês caiu para 9% no terceiro trimestre, o menor em cinco anos. O índice havia sido de 11,9% em 2007 e de 10,4% na primeira metade de 2009. Nas últimas semanas, aumentaram as evidências de que a economia continua a perder fôlego, o que deve levar a dados mais negativos no último trimestre de 2008 e no primeiro do próximo ano. O consumo de energia diminuiu em agosto e as fábricas estão com estoques crescentes em razão da queda na demanda. O setor siderúrgico é um dos mais atingidos, por sua dependência dos setores de construção e de bens de consumo duráveis, como carros. A produção está em queda desde agosto e cerca de 30% das empresas do setor interromperam a produção à espera de redução nos estoques.

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