Inflação confirma queda, mas menor do que o previsto

Depois do IPCA de maio, divulgado ontem pelo IBGE, aumentaram as possibilidades de que o teto da meta de inflação seja ultrapassado em junho. Ainda permanecem predominando as hipóteses de que esse momento só ocorra em julho. Mas basta que a variação do IPCA em junho seja superior a 0,38% para que a inflação, em 12 meses, fique acima de 6,5%.

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2014 | 02h03

Com 0,46% de alta em maio, o IPCA superou a mediana das projeções de mercado e não revelou a descompressão esperada. O índice de difusão, que aponta a porcentagem de itens com preços em alta, registrou pequena queda em maio ante abril, mantendo-se, porém, acima da média histórica.

As projeções para a variação do índice no mês em curso ainda estão abaixo desse limite e rodam mais próximas de 0,3%. A possibilidade de que o IPCA de junho varie 0,4% e até um pouco mais, porém, já entrou no radar de muitos analistas. Revisões altistas podem suceder à divulgação dos índices intermediários - IPCA-15, IGP-M semanal, IGP-10 etc.

Pressões sazonais, derivadas da realização da Copa do Mundo no Brasil, podem limitar o recuo do índice. Isso já ocorreu em maio, com altas nos preços de televisores, Itens como "alimentação fora do domicílio" e "transportes" - este, especificamente, em passagens áreas, que despencaram no mês passado e ajudaram a aliviar o IPCA - prometem repique.

Mesmo com a perspectiva de a inflação correr o resto de 2014 acima do teto da meta, é pouco provável que o Banco Central volte a acionar a política de juros antes do fim do ano, em razão do esfriamento da economia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.