Inflação continua em alta mesmo com queda do IPCA

O ritmo de inflação dos preços livres continua em alta, segundo destacou a gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Ela observou que a queda do IPCA de abril (0,87%) para maio (0,49%) esteve concentrada na desaceleração de preços de alguns itens que tinham aumentado muito no mês anterior. "Não houve uma queda generalizada de preços em maio, mas sim uma redução ante abril de itens que tinham puxado a taxa", como alimentos e preços administrados. Ela acrescentou que "as pressões de alta continuam generalizadas, assim como em abril", citando como exemplo itens como vestuário, eletrodomésticos e planos de saúde. Segundo Eulina, os reajustes de preços que vêm sendo apurados pelo IPCA estão sendo provocados por repasses de custos. "Os aumentos atuais têm maior evidência de custos que demanda", disse, acrescentando, porém, que a demanda mais aquecida de alguns produtos, como eletrodomésticos, acaba favorecendo os repasses. PressãoA única pressão importante já conhecida para o IPCA de junho é o reajuste de tarifas de ligações de telefones fixos para celular, de 7,99% a vigorar a partir deste domingo, segundo a gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Segundo ela, não é possível antever se as pressões que prosseguiram sobre os preços livres em maio vão persistir em junho.Eulina destacou, sobre o índice de maio, o novo patamar da inflação acumulada em 12 meses, que estava na casa dos 7% até março, passou para o patamar de 8% em abril (8,07%) e ficou praticamente inalterada em maio (8,05%).

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