Paulo Liebert/Estadão
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Inflação da baixa renda chega a 10,67% no acumulado em 12 meses

Alta de preços para a baixa renda foi maior do que a inflação geral; gasolina, alimentos e energia pressionaram o indicador em outubro, que avançou 0,70% no mês passado

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 09h46

RIO - A gasolina, os alimentos e a tarifa de eletricidade residencial mais caros pressionaram a inflação da baixa renda em outubro. Com isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-C1) acelerou a 0,70% no mês passado, contra 0,48% em setembro, informou pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em 12 meses, o IPC-C1 segue acima da média de inflação, com elevação de 10,67%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE e considerado uma prévia da inflação oficial brasileira, fechou outubro em alta de 9,77%. Já o IPC-Br, índice da FGV que mede a inflação geral, tem alta de 10,01%. O IPC-C1 capta preços percebidos por famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. 

Ao todo, cinco das oito classes de despesa aceleraram na passagem do mês, mas a principal influência veio de Transportes, que saltou de 0,48% em setembro para 1,44% em outubro. A principal causa foi o aumento da gasolina, que avançou 5,49% nas bombas dos postos, resultado do reajuste de 6% praticado pela Petrobras nas refinarias desde o dia 30 de setembro.

Também ganharam força os grupos Alimentação (0,20% para 0,45%), Habitação (0,88% para 1,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,48%) e Comunicação (0,16% para 0,22%). Os destaques partiram dos itens aves e ovos (0,24% para 3,31%), tarifa de eletricidade residencial (0,53% para 1,49%), medicamentos em geral (-0,05% para 0,25%) e mensalidade para internet (0,46% para 0,86%), respectivamente. 

No sentido contrário, desaceleraram os grupos Vestuário (0,83% para 0,31%), Despesas Diversas (0,13% para 0,12%) e Educação, Leitura e Recreação (0,34% para 0,23%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens roupas (0,96% para 0,41%), cartão de telefone (0,40% para 0,18%) e passagem aérea (4,73% para 0,24%), respectivamente.

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