DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Inflação da baixa renda sobe 0, 56% em março

Indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos; com o resultado, o índice acumulou alta de 1,18% no ano

O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2017 | 12h10

RIO - As famílias de baixa renda voltaram a gastar mais com alimentos em março, o que ajudou a pressionar a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O IPC-C1 saiu de uma alta de 0,07% em fevereiro para aumento de 0,56% em março.

O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Com o resultado, o índice acumulou alta de 1,18% no ano. Em 12 meses, a taxa do IPC-C1 ficou em 4,24%.

Em março, a inflação da baixa renda ficou acima da variação da inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, obtida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que teve alta de 0,47% no mês. No acumulado em 12 meses, entretanto, a taxa do IPC-BR foi superior, aos 4,55%.

Cinco das oito classes de despesa que integram o índice tiveram taxas de variação maiores: Alimentação (de -0,45% em fevereiro para 0,60% em março), Habitação (de 0,27% para 1,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,32% para 0,61%), Vestuário (de -0,37% para 0,11%) e Despesas Diversas (de 0,36% para 1,01%). Os destaques partiram dos itens aves e ovos (de -2,10% para 1,15%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,38% para 5,75%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,26% para 1,27%), roupas (de -0,46% para -0,27%) e cigarros (de 0,11% para 1,33%), respectivamente. 

Na direção contrária, houve redução nas despesas com os grupos Transportes (de 0,72% em fevereiro para -0,15% em março), Comunicação (de -0,02% para -1,53%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,67% para -0,19%), sob influência do movimento de itens como tarifa de ônibus urbano (de 0,90% para 0,23%), tarifa de telefone residencial (de -0,22% para -3,40%) e salas de espetáculo (de 2,02% para 0,36%).

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