Inflação da baixa renda tem nova alta em maio por alimentos

A inflação dos mais pobres semanteve am maio acima da variação de preços das demais classesde renda e a distância entre as camadas se ampliou nos últimosmeses, segundo pesquisa da FGV. A Fundação Getúlio Vargas afirmou que essa tendência devecontinuar no curto prazo em razão da pressão dos alimentosimpactando o poder de compra das famílias de baixa renda. O Índice de Preços ao Consumidor da baixa renda (IPC-C1)subiu 1,38 por cento em maio, ante alta de 0,97 por cento emabril, enquanto que o IPC-Brasil variou, respectivamente, 0,87por cento e 0,72 por cento. No ano, a inflação dos mais pobres soma 4,62 por cento e em12 meses, 8,24 por cento. O IPC-Brasil acumula 3,05 por cento e5,59 por cento, respectivamentede. "A diferença entre os dois indicadores vem aumentando etende a aumentar ainda mais no curto prazo devido a alta dosaliementos. Ainda há espaço para pressões do atacado chegar aovarejo. Essas altas estão previstas para itens da cestabásica", disse o economista da FGV André Furtado Braz aodestacar que ainda poderá haver repasse em produtos como arroz,feijão, carne e derivados de trigo (macarrão, pão e biscoito). Os alimentos pesam no orçamento dos mais pobres 40 porcento enquanto que no IPC-Brasil 28 por cento. O economista da área social da FGV, Marcelo Néri, alertouque a inflação de alimentos está corroendo desde 2007 o poderde compra dos consumidores de baixa renda, mas o impacto sobreos brasileiros tem sido amortecido pela desvalorização dodólar. "O Brasil tem vivido os custos da inflação mundial dealimentos, mas o câmbio é um atenuante. O preocupante é quedificilmente a taxa de câmbio vai cair mais a ponto decontinuar ajudando", disse Néri. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de VanessaStelzer)

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