Inflação da China deve desacelerar, diz membro do PBoC

A perspectiva de crescimento da China para 2013 é forte, e a baixa inflação significa pouca necessidade imediata de medidas de aperto, disse Song Guoqing, membro do comitê de política monetária do Banco do Povo da China (PBoC, o banco central do país).

AE, Agencia Estado

19 de março de 2013 | 01h09

Falando na conferência asiática de investimento do Credit Suisse em Hong Kong, Song afirmou que o crescimento pode atingir 8,3% em 2013, comparado com 7,8% em 2012. Mas ele pode desacelerar para cerca de 7% nos próximos cinco anos.

Song, que também é professor de economia na Universidade de Pequim, vê risco limitado de inflação ou necessidade de uma mudança rápida para um aperto monetário. "A inflação será de cerca de 2% em março", disse ele. "Neste momento, não vejo qualquer elevação dos juros ou planos para grande ajustes ou aperto."

O membro do PBoC vê a inflação em cerca de 3% no primeiro semestre do ano, subindo um pouco no segundo semestre. "Pode haver algum ajuste fino para controlar o crédito. Mas quando se trata de ajuste das taxas de juro, eu não acho que isso é muito provável no primeiro semestre. Talvez isso possa acontecer no segundo."

Em uma coletiva de imprensa na semana passada, à margem do Congresso Nacional do Povo, o presidente do PBoC, Zhou Xiaochuan, adotou um tom mais forte, ressaltando que a inflação em fevereiro ficou mais alta do que as expectativas. Ele também disse que os formuladores de políticas precisam se manter alertas.

O comitê de política monetária desempenha um papel consultivo, sem o poder de definir políticas.As informações são da Dow Jones.

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