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Inflação da construção desacelera em julho para alta de 0,80%

Em junho, INCC-M havia avançado 1,25%; mão de obra puxou o resultado de julho

Mário Braga, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 09h21

SÃO PAULO - O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) avançou 0,80% em julho, mostrando desaceleração ante a alta de 1,25% registrada em junho, divulgou nesta segunda-feira, 28, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado (que iam de 0,50% a 0,86%) e acima da mediana, de 0,72%. Até julho, o INCC-M acumula altas de 5,56%% no ano e de 7,22% em 12 meses.

O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação positiva de 0,45% em julho, após o avanço de 0,37% apurado na leitura do mês anterior. Já o índice relativo a Mão de Obra, por sua vez, subiu 1,11%, após ficar em 2,05% em junho.

Três  das sete capitais analisadas registraram desaceleração em suas taxas de variação em julho ante junho: Belo Horizonte (de 0,15% para 0,12%), Recife (de 0,23% para 0,10%) e São Paulo (de 2,61% para 0,24%).

Por outro lado, houve aceleração em Salvador (de 0,06% para 0,09%), Brasília (de 0,58% para 3,26%) e Porto Alegre (de 0,12% para 2,90%). No Rio de Janeiro, foi mantido o ritmo de alta (0,10%).

Mão de obra. O grupo Mão de Obra puxou a desaceleração da inflação da construção, ao desacelerar de 2,05% para 1,11% entre os dois períodos. Mesmo diminuindo o ritmo de alta, a FGV destaca que o acréscimo na taxa de variação do grupo Mão de Obra foi consequência de reajustes salariais em Brasília e Porto Alegre, cidades onde o avanço do INCC-M foi expressivo na passagem de junho para julho - de 0,58% para 3,26%, em Brasília, e de 0,12% para 2,90%, na capital gaúcha.

Já o grupo Materiais, Equipamentos e Serviços avançou para 0,45% em julho, após registrar alta de 0,37% em junho. Dentro deste índice, o item relativo a Materiais e Equipamentos subiu 0,52% neste mês, ante 0,38% no mês anterior, enquanto o referente a Serviços teve elevação de 0,18% em julho, ante variação positiva de 0,34% em junho.

Entre as maiores influências de baixa do INCC-M de julho estão tubos e conexões de PVC (de 0,01% para -0,15%), pedra britada (de 0,23% para -0,24%), massa corrida para madeira (de 0,43% para -0,53%) e ladrilhos e placas para pisos (de -0,11% para -0,20%).

Apesar da redução do ritmo de inflação, na lista de maiores influências de alta estão ajudante especializado (de 2,25% para 1,23%), servente (1,83% para 1,27%), pedreiro (de 2,17% para 1,06%), carpinteiro - fôrma, esquadria e telhado (de 2,03% para 1,04%) e engenheiro (de 1,77% para 0,93%).

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. 

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