Inflação da zona do euro desacelera e desemprego tem nova máxima

A inflação da zona do euro desacelerou como esperado em outubro graças ao crescimento mais lento dos preços de energia, mas o desemprego avançou para novo recorde de máxima em setembro, mostrou nesta quarta-feira dados do escritório de estatísticas europeu Eurostat.

Reuters

31 Outubro 2012 | 08h41

O Eurostat estimou que a inflação ao consumidor nos 17 países da zona do euro ficou em 2,5 por cento na base anual, abaixo da taxa de 2,6 por cento registrada em setembro, apesar de continuar acima da meta do Banco Central Europeu (BCE) de abaixo, mas próximo de 2 por cento.

A pressão de alta veio principalmente de energia mais cara, cujos preços avançaram 7,8 por cento na comparação anual em outubro, mas mais lentamente do que o visto em setembro, quando tais custos subiram 9,1 por cento, na mesma base de comparação.

O segundo maior contribuidor para a inflação foi o setor de alimentos, com alta de 3,2 por cento, acima do aumento de 2,9 por cento no mês anterior.

Economistas esperam que o BCE corte as taxas de juros mais uma vez antes do final do ano para apoiar a lenta economia, que deve ter caído em recessão no terceiro trimestre. A taxa de juros da zona do euro está, atualmente, na mínima recorde de 0,75 por cento.

As pressões inflacionárias na zona do euro estão baixas porque o desemprego está em níveis recordes, subindo para 11,6 por cento da força de trabalho em setembro --o maior nível para os 17 países que agora formam a zona do euro desde 1995.

O Eurostat informou que 18,49 milhões de pessoas estavam desempregadas na região, uma alta de 146 mil em relação ao mês anterior.

A maior taxa de desemprego foi registrada na Espanha, onde o número de desempregados subiu para 25,8 por cento da força de trabalho em setembro, ante 25,5 por cento no mês anterior. Entre os espanhóis com menos de 25 anos, o desemprego avançou para impressionantes 54,2 por cento, frente a 53,8 por cento.

A Áustria mostrou a menor taxa de desemprego, de 4,4 por cento, seguida de perto pela maior economia da zona do euro, a Alemanha, que registrou 5,4 por cento.

(Reportagem de Jan Strupczewski)

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