Inflação de abril é a menor desde setembro, aponta IGP-M

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve em abril o menor resultado desde setembro de 2002, quando a variação foi negativa em 0,53%. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas, a queda deste mês foi de 0,42%, ante retração de 0,23% registrada em março. O dado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam algo entre -0,60% e -0,35%, porém, acima da média das expectativas, que era de -0,50%. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de abril foi do dia 21 de março a 20 de abril. Atacado Segundo a FGV, o indicador que mais contribuiu para com a desaceleração ainda mais forte do índice foram os produtos vendidos no atacado, calculados pelo Índice de Preços por Atacado (IPA). Além de representar 60% do total do IGP-M, esse indicador apresentou queda geral de 0,77% em seus preços no período. Em março, a deflação havia sido de 0,48%. Os preços dos produtos agrícolas caíram 3,03% nessas vendas, ante deflação de 2,36% em março. Já os preços dos produtos industriais registraram queda de 0,07% em abril, ante elevação de 0,12% em março. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram elevação de 0,23% em abril ante aumento de 0,70% em março. Por sua vez, os preços dos bens intermediários caíram 0,23% em abril ante queda de 0,19% em março. Já os preços das matérias-primas brutas tiveram deflação de 3,25% em abril, ante taxa negativa de 2,64% em março. Até abril, esse indicador acumula quedas de 0,21% ano, e de 3,40% em 12 meses. Varejo Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30%, apresentou elevação de 0,22% em abril. O resultado foi o mesmo registrado no mês anterior, por conta, segundo a FGV, da aceleração nos preços de Vestuário, que foram contidas pela queda na cobrança de Transportes. O grupo de Vestuário passou de queda de 1,83% para elevação de 0,93% de março para abril. Já os Transportes, que no terceiro mês do ano haviam ficado 1,22% mais caros, tiveram desaceleração, passando para 0,56%. Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram registradas nos preços de tomate, que ficou 26,14% mais caro; no mamão papaya, com alta de 20,88%; e no leite tipo longa vida, com 3,57%. As quedas mais acentuadas foram vistas na maçã nacional, com - 20,03%; abacaxi, com -11,68%; e passagem aérea, com -8,17%. Construção Enquanto o atacado ficou mais barato e o varejo permaneceu estável, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representa 10% do total do indicador, desacelerou na passagem dos dois meses, de 0,23% para 0,23%. A aceleração mais significativa ficou a cargo da mão-de-obra, que passou de alta de 0,25% para 0,28%. Os preços de materiais, por sua vez, tiveram uma desaceleração, de 0,21% em março para 0,14% em abril. Este texto foi atualizado às 10h38.

Agencia Estado,

27 Abril 2006 | 08h12

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