Inflação de abril ficará abaixo da previsão inicial de 0,60%, diz Fipe

O coordenador do IPC da Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo), Heron do Carmo, disse hoje que a sua previsão para a inflação de abril de 0,60% tornou-se pessimista diante do índice apurado na terceira quadrissemana de abril. A inflação na quadrissemana fechou em 0,71%, mostrando queda de 0,13 ponto porcentual na comparação com o índice de 0,84% registrado na segunda quadrissemana de abril. A maior contribuição para esse recuo da inflação nos últimos 30 dias veio do grupo alimentação, que saiu de uma alta de 1,53% para uma variação de 1,35%. O subgrupo in natura, que até a medição anterior era considerado como grande vilão da inflação, com alta de 4,62%, recuou mais de dois pontos porcentuais para 2,52%. O alívio desse segmento (in natura) para a inflação foi de 0,18 ponto porcentual. De acordo com Heron do Carmo, se for mantida essa velocidade de queda, os produtos in natura poderão fechar o mês com variação zero. O destaque foi o tomate, que subiu 42,60% na terceira quadrissemana (com peso de 0,08 p.p. no IPC), bem abaixo do reajuste de 64% na segunda quadrissemana. Segundo Heron, se os preços do tomate se estabilizarem, a inflação já baixaria para 0,63%. Ocorre que outros produtos já estão recuando também. Por isso, ele acredita que a inflação no fechamento do mês deve mesmo ficar abaixo dos 0,60% em abril. Para maio, Heron estima que o índice fechará em 0,30%, refletindo alívio de 0,10 ponto porcentual com a redução dos combustíveis prevista para hoje.

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