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Inflação de julho pode ser a mais alta do ano, diz FGV

A disparada do dólar fez com que, pela primeira vez no ano, a variação de preços no atacado e no varejo se equiparassem. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o resultado do Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), com o acompanhamento dos preços de 11 de maio a 10 de junho. A taxa ficou em 1,35% e é um tanto defasada, já que a segunda prévia do IGPM, divulgada ontem, já havia feito um cálculo mais atual. Segundo o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Melo Cota, julho poderá ter a maior taxa de inflação do anoO IGP-10 trouxe a novidade de que, no acumulado do ano até 10 de junho, o Índice Geral de Preços no Atacado (IPA), com 2,84%, encostou no Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPC), de 2,86%. Isso demonstra, segundo Cota, a força do câmbio sobre a inflação. Pelo IGP-10 de maio, o IPC acumulava 2,63%, enquanto o acumulado do IPA ficava em apenas 0,78%.Os dias de alta cambial foram suficientes para aumentar os preços no atacado a ponto de elevá-los ao mesmo patamar do varejo. "O dólar afeta o atacado tanto nos preços agrícolas quanto nos industriais, já que 90% dos produtos do IPA são comercializados internacionalmente", diz Cota. O IPA, por sua vez, tem peso de 60% sobre o cálculo do IGP.Segundo Cota, o mês de julho, que tradicionalmente tem índices altos de inflação por causa da pressão do clima sobre os preços agrícolas e da concentração de reajustes tarifários - aumento na telefonia, na energia elétrica em São Paulo e em planos de saúde - com o agravante do dólar poderá ter a maior taxa de inflação do ano.Embora não arrisque uma taxa para os 31 dias fechados de julho, ele acredita do que IGP-10 do mês (de 11 de junho a 10 de julho) chegue a 1,60%. A inflação de junho medida pelo IGPM, cuja coleta de preços foi encerrada hoje, deverá ficar, segundo Cota, entre 1,40% e 1,50%. Mas, ele prefere não rever a projeção de inflação para o ano, entre 4,5% e 5% para o IGP e entre 5% a 5,5% para o IPC. "O cenário ainda está muito indefinido para projetar um índice para o ano. É possível que o dólar recue, já vimos este filme antes. E, além do mais, acho muito forçado atribuir às prévias eleitorais todo o movimento de preços que está sendo verificado", disse.

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