Pixabay / ccipeggy
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Inflação acelera e vai a 1,26% em junho, maior para o mês em 23 anos

Trata-se da maior taxa para o mês desde 1995, quando subiu 2,26%; aumento na conta de

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 09h12

RIO E SÃO PAULO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 1,26% ante um avanço de 0,40% em maio, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o mais elevado para o mês desde 1995, quando subiu 2,26%, segundo o IBGE. A taxa de junho deste ano foi a primeira acima de 1% desde janeiro de 2016, quando o IPCA estava em 1,27%.

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Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses saltou de 2,86% em maio para 4,39% em junho, o patamar mais elevado desde março de 2017, quando estava em 4,57%.

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 1,02% e 1,37%, e levemente abaixo da mediana positiva de 1,28%.

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,60%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,39%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 4,14% a 4,50%, e abaixo da mediana de 4,41%.

Energia. Embora a greve dos caminhoneiros, em maio, tenha pressionado a inflação de junho, foi o aumento na conta de luz que mais pesou no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A energia elétrica subiu 7,93% em junho, praticamente o dobro do aumento de 3,53% registrado em maio, o item de maior impacto individual no IPCA do mês, uma contribuição de 0,29 ponto porcentual para a taxa de inflação de 1,26%.

"A energia elétrica subiu porque houve reajuste e também pela mudança para a bandeira tarifária vermelha", apontou Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE.

A bandeira tarifária vermelha patamar 2 foi acionada a partir de 1º de junho, adicionando uma cobrança extra na conta de luz de R$ 0,05 a cada kwh consumido. Além disso, houve reajustes nas tarifas de energia de concessionárias de Curitiba, Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Os gastos das famílias com Habitação subiram 2,48% em junho. Também houve pressão do gás encanado, que aumentou 2,37%, e do gás de botijão, com alta de 4,08% e 0,05 ponto porcentual de impacto sobre o IPCA do mês. A taxa de água e esgoto aumentou 1,10%, influenciada por reajustes em Curitiba (5,12%), Salvador (4,09%), São Paulo (3,50%) e Recife (2,78%).

Alimentação. O grupo Alimentação e Bebidas acelerou de um avanço de 0,32% em maio para uma alta de 2,03% em junho, a maior taxa para o mês desde 2008, quando o aumento alcançou 2,11%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, passou de uma contribuição de 0,08 ponto porcentual para o IPCA de maio para um impacto de 0,50 ponto porcentual sobre a inflação de junho.

A alimentação consumida no domicílio subiu 3,09%, sob pressão da crise de desabastecimento provocada pela greve de caminhoneiros. Já a alimentação fora de casa aumentou 0,17%.

As famílias pagaram mais por batata-inglesa (17,16%), leite longa vida (15,63%), frango inteiro (8,02%) e carnes (4,60%). (

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