Gabriela Biló/Estadão -26/9/2018
Gabriela Biló/Estadão -26/9/2018

Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998

IPCA teve alta de 0,10% no mês passado, depois da deflação em setembro; taxa acumulada em 12 meses é de 2,54%, abaixo do piso da meta do governo, de 2,75%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2019 | 09h11
Atualizado 08 de novembro de 2019 | 08h02

RIO - O aumento nos preços da gasolina e das carnes pressionou a inflação oficial no País em outubro, mas a conta de luz mais barata manteve o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em patamar comportado, a 0,10%, menor resultado para o mês em mais de duas décadas. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

 

A taxa acumulada em 12 meses desceu a 2,54%, abaixo do piso de tolerância da meta de 4,25% perseguida pelo Banco Central este ano. Embora seja esperada uma nova aceleração nos próximos meses, o cenário inflacionário permanece favorável a nova redução na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 5% ao ano.

“O cenário é condizente com a nossa expectativa de mais um corte de 0,5 ponto porcentual (na Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária em dezembro, e acreditamos em mais um corte de 0,25 ponto porcentual na reunião subsequente, em 2020. A taxa de juros vai para 4,25% e permanece nesse patamar ao longo de todo o ano que vem”, previu Fábio Romão, economista da LCA Consultores.

A inflação está em patamar confortável, embora a taxa em 12 meses deva acelerar em novembro, corroborou Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE. “A taxa em 12 meses está influenciada por uma deflação de 0,21% em novembro de 2018. Se tiver qualquer variação positiva em novembro deste ano, o IPCA em 12 meses volta a acelerar”, explicou Kislanov. A LCA espera que a inflação encerre o ano em 3,36%.

A projeção do Itaú Unibanco é de 3,30%. Em outubro, a tarifa de energia elétrica recuou 3,22%, item de maior impacto negativo sobre a inflação do mês, o equivalente a -0,13 ponto porcentual. A queda na conta de luz é resultado, entre outras cosias, da entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, com cobrança extra de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos, em substituição à bandeira tarifária vermelha patamar 1 que cobrava em setembro R$ 4,00 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Apesar da trégua, a tendência é de nova pressão da conta de luz sobre o orçamento das famílias em novembro. 

Além da energia elétrica, são esperadas pressões em novembro do reajuste de jogos de loteria, alimentos in natura e carnes, segundo a LCA Consultores. / COLABOROU THAÍS BARCELLOS 

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